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05/10/2011 - 21h27

Integrantes do PP falam que situação de Negromonte é 'insustentável'

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ANDRÉIA SADI
DE BRASÍLIA

Integrantes da bancada do PP reunidos nesta quarta-feira Brasília avaliaram como "insustentável" a situação do ministro das Cidades, Mario Negromonte.

No domingo, reportagem da Folha mostrou que Negromonte passou a ser tratado na Esplanada dos Ministérios como se fosse um fantasma. Ele deixou de ser chamado para reuniões sobre os preparativos para a Copa 2014, tem recebido menos recursos do que outros grandes ministérios e não influi mais no desenho dos principais programas da sua área, como o Minha Casa, Minha Vida.

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Marcelo Camargo - 29.jul.2011/Folhapress
Mário Negromonte, titular do Ministério das Cidades, tem sido excluído das decisões de sua própria pasta
Mário Negromonte, titular do Ministério das Cidades, tem sido excluído das decisões de sua própria pasta

"A julgar pela reportagem --e nenhum desmentido--, ficou insustentável e se agravou substancialmente [a situação]. Este ambiente foi gerado pelo próprio ministro, o protagonista de toda essa situação foi ele", afirmou o líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PB).

Uma parte dos 41 deputados do partido já queria a saída de Negromonte. Reclamam que não são atendidos e não têm suas emendas liberadas na própria pasta. O ministro conta com o apoio de dez integrantes da bancada.

"O ministro é tratado como um fantasma, estamos descolados do ministério e do ministro. Nós somos trouxas e o governo se diverte", disse o ex-governador Espiridião Amin (SC).

Segundo a Folha apurou, os deputados da bancada já discutem, inclusive, nomes para substituir Negromonte. Parlamentares da bancada falam em Beto Mansur (SP), o ex-governador Esperidião Amin (SC) e o senador e ex-deputado Ciro Nogueira (PP-PI).

"O sentimento é de que não há mais clima para Negromonte ficar. A situação não é boa para o ministério nem para o partido", disse o deputado Jerônimo Goergen (RS).

A Folha também apurou que alguns deputados se exaltaram durante a reunião da bancada.

Insatisfeitos com o tratamento dado por Negromonte, os deputados Arthur Lira (AL) e Toninho Pinheiro (MG) ameaçaram retirar suas emendas das Cidades e destiná-las a outras pastas.

PLANALTO

No começo da tarde de hoje, o líder do PP relatou à ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, por telefone, a insatisfação da bancada com as emendas não empenhadas.

O deputado Eduardo da Fonte, de Pernambuco, disse que o isolamento do ministro no Executivo também se reflete na bancada e que apoiará qualquer decisão tomada pelo líder do partido.

Negromonte é o único titular do PP na Esplanada e comanda o terceiro Orçamento do governo para investimentos (R$ 7,6 bilhões).

Ele assumiu o cargo por pressão da legenda, mesmo sem contar com o entusiasmo da presidente. Dilma preferia manter Márcio Fortes no posto, mas a sigla preferiu mudar o nome.

Em agosto, a bancada destituiu o deputado Nelson Meurer (PP-PR) da liderança ao alegar que ele não representava o pensamento dos deputados.

 

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