Publicidade
Publicidade
Relator não deve propor alterações ao texto da Comissão da Verdade
Publicidade
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
O tucano Aloysio Nunes (SP) não deve propor alterações no texto da lei que cria a Comissão da Verdade, do qual foi escolhido relator no Senado.
A comissão será um grupo governamental que, depois de dois anos de investigação, fará a narrativa oficial das violações aos direitos humanos ocorridos entre 1946 e 1988, o que inclui as mortes e assassinatos da ditadura militar (1964-1985).
A expectativa é que ela possa apontar os nomes das pessoas e das instituições responsáveis pelos crimes, ainda que não possa puni-las.
"O texto está bem feito, bem equilibrado, bem escrito. Dá garantias de acesso, de trabalhar com instituições que se dedicam a esses temas, de colaboração com as duas comissões já existentes [Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e de Anistia] e garantia de plena publicidade de todo o resultado", afirmou à Folha.
A disposição do opositor, guerrilheiro do grupo comunista ALN (Aliança Libertadora Nacional) durante a ditadura, é a mesma de governistas.
Se o texto sofrer mudanças, terá de voltar para a Câmara, onde foi aprovado no mês passado com emendas do DEM e do PSDB.
O governo teme que o vai e vêm nas Casas possa fazer com que o projeto acabe esquecido e não sendo aprovado neste ano, como quer a presidente Dilma Rousseff.
Nunes disse que deve terminar seu relatório nesta semana. Ainda assim, ele acha pouco provável que se o plano governamental de votá-lo no próximo dia 18 possa se realizar.
Isso porque o feriado de ontem praticamente paralisou os trabalhos no Congresso nesta semana, diminuindo o tempo hábil para a mobilização em torno da votação do regime de urgência para o projeto.
Esse rito aceleraria a tramitação da proposição, fazendo com que ela fosse diretamente para o plenário e evitando debates --como ocorreu na Câmara.
INTERNET
Segundo Nunes, o ideal seria que o resultado final do trabalho da comissão fosse colocado na internet, mesmo que isso possibilite a órgãos como o Ministério Público Federal usarem o relatório para propor ações contra pessoas envolvidas nas violações.
Pela Lei da Anistia de 1979, corroborada recentemente pelo STF (Supremo Tribunal Federal), ninguém pode sofrer sanções penais por possíveis crimes cometidos no regime militar.
Nunes considera que ela deve continuar vigente, e que as revelações da comissão não devem alterar sua atual interpretação.
+ Canais
+ Notícias em Poder
- Especialista em geopolítica tenta prever os próximos dez anos
- Relembre Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo
- 'Bota o retrato do velho outra vez'; chega nova biografia de Getúlio
- Ex-delegado do Dops dá nome aos bois
- Covardia é o pior dos vícios, diz Pondé
- Marqueteiro revela bastidores das relações entre política e mídia
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes
- Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes
- Thomaz Bastos diz que deixa julgamento moral à 'vingança de Deus'
- Direção do DEM anuncia que vai ao STF contra decisão sobre Código
- PF investiga se verba da compra da casa de Perillo saiu da Delta
+ Comentadas
- Lula propôs ajuda em CPI para adiar mensalão, diz Gilmar Mendes
- Direção do DEM anuncia que vai ao STF contra decisão sobre Código
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.








Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV