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27/10/2011 - 18h07

É mais rápido punir empresas em casos de corrupção, diz CGU

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DA AGÊNCIA CÂMARA

O ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, disse que as punições administrativas e civis para empresas são semelhantes às punições penais, com a diferença de que são mais rápidas.

Ele participou nesta quinta-feira (27) de audiência pública da comissão especial que analisa proposta que cria punições administrativas para empresas corruptoras de agentes públicos.

Com relação à recuperação de valores perdidos para a corrupção, Hage disse que os tribunais superiores têm dado mais valor à presunção de inocência do que à presunção de culpabilidade, além de anular muitas provas obtidas de maneira regular.

"Continua valendo mais do que tudo isso a palavra do réu. É isso que no Brasil se transformou a presunção da inocência. Não era para ser isso. Assim não é possível combater a corrupção com eficácia. Agora, não é o Poder Judiciário, são os órgãos da cúpula do Poder Judiciário", disse.

 

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