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Brasileiro tem pouco interesse por profissionalizantes, diz estudo
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DE BRASÍLIA
Apesar de ter apresentado uma forte alta nos últimos anos, o número de brasileiros que frequentaram cursos profissionalizantes ainda é pequeno e corresponde a 22,5% da população (com mais de 10 anos). O baixo índice é explicado principalmente pela falta de interesse nesses cursos.
As conclusões estão presentes no estudo As Razões da Educação Profissional: Olhar da Demanda, que foi apresentado nesta quarta-feira. O estudo foi realizado em parceria pelo Senai, CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Os números apontam que aumentou em 83% o número de brasileiros que frequentou cursos de educação profissional no período entre maio de 2004 e setembro de 2010.
Nesse intervalo, a porcentagem da população que teve essa formação educacional passou de 14,5% para 24,81%
A maior alta aconteceu entre os jovens (entre 15 e 29 anos) e principalmente na classe C. A pesquisa mostra que, hoje, 7,99% da população nessa faixa etária e nessa classe social estão cursando educação profissional.
Nas classes AB, são 7,13%, na D, 5,55%, e na classe E, 3,85%.
"Existe uma onda jovem voltada para a educação profissional", disse à Folha o diretor de educação e tecnologia da CNI, Rafael Lucchesi.
Em relação aos que não frequentaram esses cursos, 68,8% afirmaram que não sentiram interesse por essa forma de educação.
"Esse índice é resultado de uma tradição cultural focada na formação universitária bacharelesca. É uma tradição de 200 anos que leva um tempo para mudar", disse Lucchesi.
Os outros motivos apontados para não cursar educação profissional são a falta de recursos (14,2%), oferta (10,5%) e outros (6,5%).
Dentre os que frequentaram educação profissional, 92% concluíram os seus cursos. A maior parte desse público (62%) já atua no setor em que buscou essa formação. Os demais vão atrás desses cursos por melhor oportunidade de emprego, principalmente.
O Estado onde há um índice maior de pessoas com educação profissional é Roraima (5,62%), seguido de São Paulo (4,77%) e Paraná (4,74%).
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