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10/06/2010 - 21h27

Alunos decidem apoiar greve de funcionários da USP

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DE SÃO PAULO

Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, alunos decidiram apoiar a greve dos funcionários da USP (Universidade de São Paulo). Cerca de 180 pessoas participaram da assembleia. O DCE (Diretório Central de Estudantes) se retirou por considerar pequeno o número de participantes.

Foram distribuídos panfletos convocando os alunos para um ato na avenida Paulista amanhã, às 18h.

Os funcionários, em greve desde 5 de maio, mantêm a invasão ao prédio da reitoria da universidade, ocorrida na terça (8), em protesto pelo corte de salário de cerca de mil grevistas. De acordo com o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), a ocupação do local será mantida por tempo indeterminado.

Alessandro Shinoda/Folhapress
Universitários participam de assembleia na reitoria da USP; alunos decidiram apoiar greve de funcionários
Universitários participam de assembleia na reitoria da USP e decidiram apoiar greve de funcionários

Na manhã desta quinta, o professor Luiz Renato Martins, da ECA (Escola de Comunicações e Artes), da USP (Universidade de São Paulo), voltou a ministrar uma aula dentro do prédio da reitoria da universidade em apoio aos grevistas. Ontem, o sociólogo Francisco de Oliveira, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, também deu uma aula de pós-graduação no local.

A USP divulgou nota após a invasão afirmando que "lamenta a invasão violenta" do prédio da reitoria pelos servidores grevistas. A administração da universidade afirmou ainda que as instalações dos órgãos centrais da USP "encontram-se sob o domínio completo dos manifestantes" e que a reitoria reserva-se "as medidas legais que possam ser cabíveis".

Na manhã de hoje foi realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa, coordenada pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL), para discutir a crise nas três universidades estaduais de São Paulo --USP, Unesp e Unicamp-- cujos funcionários estão em greve.

De acordo com o deputado Giannazi, os reitores das instituições foram convidados para participar da audiência, mas nenhum compareceu. As assessorias da USP, Unicamp e Unesp informaram que os reitores não puderam comparecer devido a compromissos marcados anteriormente.

Greve

Iniciada em 5 de maio, a greve dos trabalhadores da USP reivindicava inicialmente aumento salarial de 16% e mais R$ 200. O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) já incorporou reajuste de 6,57%, mas a categoria ainda reivindica a isonomia salarial com os professores, que já tinham recebido reajuste de 6% anteriormente.

Reprodução
Panfleto convoca alunos da USP para fazerem ato na avenida Paulista, na região central de SP, nesta sexta-feira (11)
Panfleto convoca alunos da USP para ato na avenida Paulista, centro de SP, nesta sexta-feira
 

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