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Alunos decidem apoiar greve de funcionários da USP
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DE SÃO PAULO
Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, alunos decidiram apoiar a greve dos funcionários da USP (Universidade de São Paulo). Cerca de 180 pessoas participaram da assembleia. O DCE (Diretório Central de Estudantes) se retirou por considerar pequeno o número de participantes.
Foram distribuídos panfletos convocando os alunos para um ato na avenida Paulista amanhã, às 18h.
Os funcionários, em greve desde 5 de maio, mantêm a invasão ao prédio da reitoria da universidade, ocorrida na terça (8), em protesto pelo corte de salário de cerca de mil grevistas. De acordo com o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), a ocupação do local será mantida por tempo indeterminado.
| Alessandro Shinoda/Folhapress |
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| Universitários participam de assembleia na reitoria da USP e decidiram apoiar greve de funcionários |
Na manhã desta quinta, o professor Luiz Renato Martins, da ECA (Escola de Comunicações e Artes), da USP (Universidade de São Paulo), voltou a ministrar uma aula dentro do prédio da reitoria da universidade em apoio aos grevistas. Ontem, o sociólogo Francisco de Oliveira, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, também deu uma aula de pós-graduação no local.
A USP divulgou nota após a invasão afirmando que "lamenta a invasão violenta" do prédio da reitoria pelos servidores grevistas. A administração da universidade afirmou ainda que as instalações dos órgãos centrais da USP "encontram-se sob o domínio completo dos manifestantes" e que a reitoria reserva-se "as medidas legais que possam ser cabíveis".
Na manhã de hoje foi realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa, coordenada pelo deputado Carlos Giannazi (PSOL), para discutir a crise nas três universidades estaduais de São Paulo --USP, Unesp e Unicamp-- cujos funcionários estão em greve.
De acordo com o deputado Giannazi, os reitores das instituições foram convidados para participar da audiência, mas nenhum compareceu. As assessorias da USP, Unicamp e Unesp informaram que os reitores não puderam comparecer devido a compromissos marcados anteriormente.
Greve
Iniciada em 5 de maio, a greve dos trabalhadores da USP reivindicava inicialmente aumento salarial de 16% e mais R$ 200. O Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) já incorporou reajuste de 6,57%, mas a categoria ainda reivindica a isonomia salarial com os professores, que já tinham recebido reajuste de 6% anteriormente.
| Reprodução | ||
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| Panfleto convoca alunos da USP para ato na avenida Paulista, centro de SP, nesta sexta-feira |
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