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15/11/2010 - 16h59

Estudantes protestam em Curitiba e em São Paulo contra falhas no Enem

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FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO
DIMITRI DO VALLE
DE CURITIBA

Estudantes protestaram na tarde desta segunda-feira em Curitiba e em São Paulo contra os problemas registrados no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), realizado nos últimos dias 6 e 7.

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Em SP, cerca de 400 estudantes, segundo os organizadores do movimento, saíram, por volta das 15h, do vão livre do Masp, na avenida Paulista, caminharam até a rua da Consolação e retornaram ao ponto de partida. Segundo a Polícia Militar, o número de participantes era menor --cerca de 200.

De acordo com os jovens, o ato foi pacífico e ocupou apenas duas faixas da avenida.

Após o protesto, que foi mobilizado pela internet, os estudantes voltaram a se reunir no vão livre do Masp para discutir os próximos passos do grupo. "Protestamos contra o descaso [do governo] em relação ao Enem", afirmou Luana Iversen, 18, que quer usar a nota do exame para pedir uma bolsa do ProUni em uma faculdade particular.

Uma das organizadoras do protesto, Luana diz que seus colegas não quiseram se posicionar sobre a necessidade ou não de que seja realizado um novo exame para todos os candidatos. Ela diz que cada um manteve a sua posição pessoal, sem que houvesse um consenso.

CURITIBA

Em Curitiba, a passeata pacífica reuniu cerca de 350 estudantes, de acordo com estimativas da organização do protesto e de policiais militares.

Parte deles estava com nariz de palhaço, rostos pintados de amarelo, camisetas na mesma cor e portando faixas com palavras de ordem.

Eles partiram da rua 15 de Novembro, principal via comercial do centro, e terminaram a passeata na Boca Maldita, tradicional ponto de manifestações na capital do Paraná.

Os estudantes gritaram frases pedindo mais "respeito" aos que se prepararam para os testes e enfrentaram momentos de incerteza sobre a credibilidade do Enem após a revelação dos problemas.

Os manifestantes exibiram mensagens que diziam "errar é humano, errar várias vezes é Inep" e "Enem sem ordem, ficamos sem progresso".

Os estudantes também reclamaram da reincidência das falhas e dos erros primários nas questões das provas.

 

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