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Professores em greve entram em confronto com a PM no Ceará
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PAOLA VASCONCELOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE FORTALEZA
Em greve há 56 dias, os professores da rede estadual do Ceará entraram em confronto, na manhã desta quinta-feira, com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, na Assembleia Legislativa do Estado. No confronto, duas pessoas ficaram feridas e quatro professores foram detidos.
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O confronto ocorreu quando os professores tentaram entrar no plenário e foram impedidos pelos PMs. Entre os que foram levados para a delegacia estão os professores Clésio Silva Mendes, 26; Laura Lobato, 53; e José Cláudio de Lima Monteiro, 49, que iniciaram ontem greve de fome e vigília nas dependências da assembleia.
O protesto é para pressionar pela retirada de pauta de projeto de lei enviado pelo Governador do Estado, Cid Gomes (PSB), que define o plano de cargos, carreiras e salários da categoria.
O presidente do Sindicado dos professores, Anízio Melo, disse que o clima é muito tenso no local e que ficou dentro de uma sala, junto com outros membros da comissão de negociação, para não ser retirado do prédio, cujas galerias e pátio estão ocupados pelos grevistas.
Melo disse que a nova proposta do governador prejudica e traz perdas para os professores, que querem a aplicação da Lei do Piso Nacional da categoria. Conforme ele, pelo menos 60% dos professores do Estado estão em greve e cerca de 250 mil alunos sem aulas.
Os professores e Governo do Estado chegaram perto de um acordo, mas retrocederam porque o projeto não atendeu as reivindicações do movimento.
A Seduc (Secretaria da Educação Básica do Ceará) contesta os números do sindicato e diz que 86,7% das escolas do interior do Estado e 37,93% da capital estão com aulas normalizadas.
Em nota, o órgão diz que espera que os professores retornem às atividades nas escolas para que os 487 mil estudantes não tenham prejuízos no processo de aprendizagem. A nota diz ainda que dos cerca de 30 mil professores da ativa, apenas 114 ainda não recebem o piso nacional.
No fim da manhã de hoje, os deputados começaram a discutir o projeto do Executivo.
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