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06/10/2011 - 07h00

Brasileiras mais bem colocadas têm orçamento em alta

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SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO

O orçamento das principais universidades brasileiras está apontando para cima nos últimos anos. Mas a fonte dos recursos continua a mesma: os cofres públicos.

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Diferentemente das instituições que estão no topo da lista da THE, a USP e a Unicamp não têm uma estratégia clara para obtenção de fontes privadas de recursos.

"Nossa pesquisa depende de agências de fomento", diz Fernando Costa, reitor da Unicamp. A USP, por sua vez, nem sabe quanto recebe de doações e de empresas.

A estrutura das universidades do país, para Renato Pedrosa, especialista da Unicamp, tem entraves que dificultam que elas fiquem no topo das listagens mundiais.

"Temos uma limitação na contratação rápida de professores e não há competitividade de salários. Na China, por exemplo, as instituições contratam professores estrangeiros com altos salários", diz.

Outro "problema" é a língua. Como 60% da produção científica do Brasil está em português, a visibilidade dos trabalhos despenca.

Editoria de Arte/Folhapress
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USP e Unicamp têm, em média, cerca de 2% de alunos de fora do país. Nas universidades que lideram a THE, são cerca de 20%.

"Se USP ou Unicamp estivessem em um país de língua inglesa, estariam entre as 100 primeiras", diz Pedrosa.

Mesmo longe do topo, o Brasil vai bem em alguns indicadores. É o 13º país em quantidade de artigos produzidos, com destaque para doenças tropicais (com 18% da produção mundial sobre o assunto) e parasitologia (12%).

De acordo com um levantamento feito pelo ciociometrista Rogério Meneghini, a USP lidera mundialmente a zoologia -área que inclui o estudo de parasitas.

Além das universidades, as pesquisas de doenças tropicais e parasitas são desenvolvidas em centros de renome como o Instituto Oswaldo Cruz -cuja produção não é mensurada em rankings como o THE.

 

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