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23/06/2012 - 18h00

Sem muitas invenções no menu, rodízio do Aoyama agrada clientela

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MILENA EMILIÃO
REPÓRTER DO GUIA FOLHA

Todo mundo concorda: o Brasil é o país dos rodízios. Aqui a gente gosta de comer à vontade. Sopas, pizzas, sorvetes e carnes chegam em quantidade à mesa por um preço fixo. Mas foi a culinária japonesa que melhor se adaptou a essa paixão, especialmente em São Paulo, terra com grande número de migrantes daquele país.

Por aqui, muitas casas orientais abriram mão da tradição e seguem o gosto do povo servindo sushis e sashimis em rodízio. Uma delas é o Aoyama, que se especializou em fazer isso na hora do almoço --e com simpatia.

O restaurante foi eleito, pelo público, o melhor japonês da cidade e sua refeição não começa com um aperitivo qualquer: saborosos canapés e tartare de salmão (o peixe batido com molho da casa) acompanham o "carpaccio" de peixe branco. Com sorte e um elogio aos petiscos, o garçom até oferece mais.

Não há espaço para muitas invenções --ou opções pavorosas como sushi de "cream cheese" com goiabada --nem muita variedade-- há mais peixes frescos e cortados do tamanho ideal e menos frutos do mar, como polvo ou lula.

A casa, que abriu sua primeira unidade em 1997, mantém um clima agradável com música baixinha mesmo quando a hora do almoço exige paciência oriental.

Lá, há pequenas gentilezas, como trazer os pratos de acordo com o gosto do cliente. Afinal, pedir que os peixes crus cheguem antes da bandeja fumegante de shimeji é uma coisa difícil na maioria dos japas.

 

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