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"Foi um presente", diz Alice Braga sobre seu papel em "Na Estrada"
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ANA ELISA FARIA
DE SÃO PAULO
Quando Alice Braga, 29, foi convidada para participar de "Na Estrada", aguardado filme de Walter Salles ("Diários de Motocicleta"), estreia desta sexta-feira (13), ela já conhecia e era fã do cultuado livro que originou o longa, "On the Road", do escritor norte-americano Jack Kerouac.
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Assim, no momento em que recebeu o e-mail do diretor com o convite para viver Terry, uma imigrante mexicana catadora de algodão que se envolve com o protagonista Sal Paradise (vivido por Sam Riley), a atriz, em entrevista à sãopaulo, conta que se sentiu presenteada. "Desde os 17, 18 anos passei a acompanhar as tentativas de levar a história ao cinema. Sempre sonhei em trabalhar com o Walter e, quando ele me mandou um e-mail com o convite, fiquei honrada. Foi uma experiência maravilhosa, um presente", diz.
ABAIXO, LEIA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA COM ALICE BRAGA:
| Divulgação | ||
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| Alice Braga em cena de "Na Estrada", adaptação do clássico da geração beat "On the Road", de Jack Kerouac |
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sãopaulo - Como você foi parar no filme?
Alice Braga - Eu li o livro ["On the Road", de Jack Kerouac] com 17, 18 anos. Desde então, passei a acompanhar as tentativas de levar a história ao cinema. Sempre sonhei em trabalhar com o Walter [Salles] e, quando ele me mandou um e-mail com o convite para fazer a Terry, fiquei honrada. Foi uma experiência maravilhosa, um presente.
Fez alguma preparação especial para viver a Terry?
Minha personagem é superpequena. Ela apenas passa pela história e está totalmente fora do universo da geração beat. Não fiz nada de especial para vivê-la, apenas tentei me conectar ao máximo com o Walter e buscar com ele a alma da Terry.
Qual o papel dela na história?
O Sal [Paradise, interpretado por Sam Riley] está em uma jornada de descobertas, de intensidades. A Terry vive outra realidade. Ela é imigrante, trabalha, é mãe solteira. É uma jovem mulher que a vida touxe uma maturidade necessária. Acho que o encontro dos dois é interessante porque ela mostra para o Sal coisas diferentes do que ele vê nas grandes cidades e do que vive em Nova York.
Você já fez cenas de nudez em outros trabalhos. Por essa ser uma superprodução, se sentiu envergonhada?
Não fico com muito medo porque acredito que sempre que existir uma cena de nudez para uma coisa específica, ou seja, tendo um significado na história, ela tem de ser feita. Acho que tem que ter essa entrega, essa verdade, pois se eles estão vivendo uma paixão, a cena de sexo é mais do que necessária. Então, foi tranquilo.
Como foi seu primeiro contato com o Sam Riley?
Nos conhecemos antes das filmagens e conversamos bastante. Ele é um ator generoso, querido, carinhoso e muito talentoso. Eu já adorava o trabalho dele desde "Control" [filme de 2007]. E a gente criou uma intimidade, uma empatia para poder contar essa história juntos.
Existe algum outro livro que você gostaria de ver no cinema e participar da adaptação?
Engraçado que eu tive a sorte de fazer a adaptação de um dos meus livros favoritos, o "Ensaio sobre a Cegueira". Eu amava, achava incrível e fiquei muito feliz em ter participado. Tem um livro chamado "Travessuras da Menina Má" [do escritor peruano Mario Vargas Llosa], que é muito legal e acho que daria um ótimo filme, mas nunca ninguém comprou os direitos. Ou, se já compraram, nunca fizeram. Acho que daria um filme interessante e eu adoraria fazê-lo.
Quais são seus próximos projetos no cinema?
Eu filmei o "Elysium", do Neill Blomkamp [diretor de "Distrito 9"], que vai ser lançado em março de 2013. No momento, está em fase de pós-produção. Fora ele, vou fazer o novo filme do [José Eduardo] Belmonte agora no final do ano. Ainda estamos vendo data, financiamento e tudo o mais. Possivelmente farei outros dois filmes também aqui no Brasil, mas ainda estamos em fase de negociações.
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