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19/07/2012 - 08h00

Crimes, prostitutas e sangue do "Notícias Populares" inspiram contos

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GUILHERME GENESTRETI
DE SÃO PAULO

O legado do jornal "Notícias Populares" não inspirou apenas um punhado de teses científicas e livros de memórias. Três autores de São Paulo acabam de lançar o livro "As Melhores Histórias do Corrosivo Coletivo", compilação de contos que remetem ao universo daquele diário, conhecido pelo epíteto "espreme que sai sangue".

Bruno Machado, Crido Santos e Felipe Gonzalez são três jornalistas de São Paulo que compartilham a mesma afeição pelo periódico, que foi editado pelo Grupo Folha de 1965 até sua extinção, em 2001. Os três se uniram e no ano passado criaram o blog Corrosivo Coletivo, por onde publicaram os primeiros contos --alguns deles, os mais acessados, também fazem parte do livro.

"Era a tentativa de extravasar nos textos o que a gente achava de mais escatológico, de sombrio", resume Bruno, 29. "Foi uma coincidência enorme os três gostarem do mesmo assunto e escreverem da mesma forma", diz Felipe, 31.

Apesar de nenhum dos autores ter chegado a trabalhar no diário, o "NP" fez parte da rotina de cada um deles. Bruno diz que o lia todos os dias, da infância à adolescência, no açougue do pai. Segundo Crido, o jornal era leitura de quando ele ia ao barbeiro. Para Felipe, era uma referência de comunicação rápida e eficaz na época da faculdade.

Nos contos do livro não faltam histórias de crimes sanguinolentos e de prostitutas, cafetões, bandidos e outros personagens que correm pelas franjas da sociedade. "Todo mundo tem uma história para contar que acaba se relacionando com esse universo, com essa coisa meio botecão com garrafa [do destilado] Cynar", diz Bruno.

Ao ler o conto "Morte e Vida de um Homem Cão", por exemplo, não dá para não se lembrar da famosa série de reportagens sobre o Bebê-Diabo, publicadas em 1975 pelo "Notícias Populares". "Não li a história na época, mas é um barato", diz Crido, que assina o conto sob o pseudônimo de 'Coronel Malaquias' - todas as histórias, aliás, são subscritas com algum codinome inspirado.

O prefácio da obra ficou por conta de Voltaire de Souza, pseudônimo adotado por Marcelo Coelho, colunista da Folha, em suas crônicas no extinto "NP" e que se mantêm no jornal "Agora São Paulo".

AS MELHORES HISTÓRIAS DO CORROSIVO COLETIVO
AUTORES: Bruno Machado, Crido Santos e Felipe Gonzalez
EDITORA: Navilouca
QUANTO: R$ 24,90

 

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