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Corretor de imóveis abandona carreira para abrir sex shop virtual

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Após quase dez anos no ramo imobiliário, Mauro Anauate estava desmotivado e resolveu mudar de área: decidiu abrir um sex shop virtual. Por que esse nicho? "A escolha do ramo surgiu de forma natural. Adoro sexo", brinca o paulistano de 47 anos, formado em Rádio e TV.

Ele conta que já havia sido proprietário de um comércio "mais tradicional" --um posto de gasolina, que infelizmente não prosperou--, mas sempre alimentou o desejo de obter sucesso profissional com um negócio próprio.

Para tentar realizar o sonho, foram 15 meses de preparação intensa, entre a ideia e o início das atividades da Pimenta Love, em dezembro de 2012. "Fiz tudo sozinho. Abertura da empresa, layout da loja, escolha da plataforma, cadastro de fornecedores, compra de produtos, contratos com operadoras de cartões, abertura de contas bancárias, várias formas de pagamento, Correios, emissão de notas fiscais, e, principalmente, cadastro de quase mil produtos com fotos, descrições e todos os detalhes", enumera.

A discrição da internet foi outro ponto que o incentivou: "Quantas pessoas você conhece que vão pessoalmente a uma loja erótica sem a preocupação de serem vistas? Foi nesse ponto a que eu me apeguei."

E, antes de alugar um escritório no centro de São Paulo, Mauro descreve as situações que passava em casa: "Os produtos ficavam em caixas abertas no meio da sala de casa. Agora, imagina a minha mãe, uma senhora de 83 anos de idade, mostrando os 'brinquedos' para as tias, primas e dizendo: 'Olha esse, que coisa mais linda! Mauro, e esse aqui? Serve pra quê?' Era hilário."

ABAIXO, CONFIRA BATE-PAPO COM MAURO ANAUATE:

sãopaulo - Por que decidiu largar o ramo imobiliário para abrir a loja virtual?
Mauro Anauate -Estava desmotivado no trabalho e não via muita perspectiva de crescimento. Mas o motivo principal foi o espírito empreendedor que falou mais alto. Já havia sido proprietário de um comércio tradicional em outro ramo, um posto de gasolina, que infelizmente não prosperou. Mas sempre alimentei o desejo de obter sucesso profissional com um negócio próprio do qual pudesse me orgulhar ajudando outras pessoas.

E por que o ramo do sexo?
A escolha do ramo surgiu de forma natural. Adoro sexo (risos). Quem não quer ter uma vida sexual saudável, se conhecer melhor, sentir e proporcionar mais prazer a quem se gosta? Seduzir é uma arte. Tem pessoas que fazem isso com muita naturalidade, outras nem tanto, mas todas precisam de nós...(risos). Quantas pessoas você conhece que vão pessoalmente a uma loja erótica sem a preocupação de serem vistas? Foi nesse ponto a que eu me apeguei. Na Internet, a sua privacidade é total! Você fica à vontade para pesquisar e comprar o que quiser. Além da variedade imensa de produtos, você recebe a encomenda em embalagem totalmente discreta, sem nenhuma referência à loja ou ao conteúdo.

O que seus familiares acharam da ideia?
A maioria da família apoiou...(risos), muitos até compraram produtos antes mesmo de a loja estar funcionando. Quase acabaram com o meu estoque antes de começar...(risos). Era engraçado, porque eu não tinha onde guardar tudo aquilo, e, como ainda estava cadastrando os produtos, eles ficavam em caixas abertas no meio da sala de casa. Agora, imagina a minha mãe, uma senhora de 83 anos de idade retirando e mostrando os brinquedos para as tias, primas e dizendo: 'Olha esse, que coisa mais linda! Mauro, e esse aqui? Serve pra quê?' Era hilário! (risos).É lógico que alguns familiares ficaram um pouco desconfiados, na dúvida de que pudesse dar certo, mas numa coisa todos concordaram: esse negócio é a minha cara! (risos)

Como faz para estocar os produtos agora?
Hoje tenho um escritório no centro de São Paulo, onde faço a administração do negócio e a estocagem de produtos.

Havia quanto tempo que trabalhava com imóveis?
Fiquei praticamente dez anos na mesma empresa e passei por dois setores. Eu era assistente comercial e depois fui transferido para auxiliar na locação e venda de imóveis. Nessa função fiquei por quase nove anos.

Como se preparou para o novo negócio? Quanto tempo levou, da ideia até o início da loja?
Da ideia até o início das atividades foram 15 meses. Fiz tudo sozinho. Abertura da empresa, layout da loja, escolha da plataforma, cadastro de fornecedores, compra de produtos, contratos com operadoras de cartões, abertura de 3 contas bancárias, várias formas de pagamento, Correios, emissão de notas fiscais, e principalmente cadastro de quase mil produtos com fotos, descrições e todos os detalhes. De início fiz uma pesquisa minuciosa do mercado erótico, relacionando dados, crescimento, produtos, preços, fornecedores e concorrência. Com essas informações em mãos, decidi me aprofundar e estudar por meio do site do Sebrae uma maneira de administrar o meu negócio virtual, enquanto participava de alguns workshops gratuitos cedidos por universidades. Ao mesmo tempo que tudo isso acontecia, fui criando na cabeça a imagem de como seria uma sex shop on-line "vendedora". Mesmo que começasse pequena, tinha que ter "cara" de loja grande e passar extrema confiança ao usuário oferecendo todos os recursos necessários. Foi então que contratei um webdesigner para o layout, e uma plataforma de hospedagem por meio de uma empresa prestadora de serviços, que, diga-se de passagem, foi fundamental para que eu colhesse mais informações e dicas. Nada foi fácil.

É formado em Rádio e TV. Por que não seguiu a carreira?
Na época da faculdade, eu já tinha um posto em sociedade com meu primo. Não tinha tempo para estagiar. Tive aulas com 'caras' bons, como o Rodolfo Gamberini e o Serginho Groissman. O Serginho até me convidou para fazer estágio no programa "Matéria Prima" [TV Cultura], no fim dos anos 1980. Pena que não deu. Depois vendi o posto e surgiram outros trabalhos. Fui gerente de loja, vendedor e até que veio a oportunidade da corretagem na empresa de outro primo.

Algum conselho para quem deseja abrir o próprio negócio na internet?
Não há uma fórmula milagrosa para o sucesso on-line. Eu aconselharia a ter sede de conhecimento. Fuçar no "Pai dos burros" (Google), como eu fiz e faço até hoje, é a melhor opção. Haverá momentos verdadeiramente desoladores, em que você pensa em jogar tudo para o alto, e vai depender do quanto você realmente quer que isso dê certo.

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