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20/03/2011 - 10h26

Safári na Oscar Freire

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ADRIANA KÜCHLER
COLUNISTA DA REVISTA sãopaulo

Patricia Stavis/Folhapress
A professora pega a arma de caça. É uma câmera fotográfica. E saímos para a exploração. O "safári urbano" é parte do curso de "cool hunting" que Sabina Deweik dá na Escola São Paulo. Na expedição pelas ruas Oscar Freire e Augusta, explica o que é essa "profissão do futuro" e ensina a língua dos experts em adivinhar seus desejos.
A professora de "cool hunting" Sabina Deweik

A professora pega a arma de caça. É uma câmera fotográfica. E saímos para a exploração. O "safári urbano" é parte do curso de "cool hunting" que Sabina Deweik dá na Escola São Paulo. Na expedição pelas ruas Oscar Freire e Augusta, explica o que é essa "profissão do futuro" e ensina a língua dos experts em adivinhar seus desejos.

*

O que é o "cool hunting"?
É observar o comportamento das pessoas, comparar com outros pelo mundo, interpretar e projetar o futuro a partir da observação do presente.

Quem procura o curso?
Gente ligada a design, moda e publicidade. Mas qualquer um pode fazer. Desenvolvemos esse trabalho com empresas como Petrobras, Natura...

Quais os pré-requisitos?
A pessoa precisa ser curiosa, olhar com olhos livres, ter cabeça aberta pro mundo e alguma capacidade fotográfica.

Qual o melhor lugar pra praticar?
Vila Madalena, Jardins, Vila Olímpia, Higienópolis, zona leste... Depende da pesquisa. Para uma sobre moda, viria pra região da Oscar Freire. Sobre a nova classe média, iria pra zona leste.

Quantos "cool hunters" cabem em SP?
É a nova profissão do futuro e acredito que todas as empresas vão precisar de um núcleo de "cool hunting".

Todas as empresas?
Tem mercado para milhares de pessoas. Mas muitos não conhecem a profissão, acham que é só fotografar vitrines.

Essa coisa de adivinhar os desejos das pessoas parece até futurologia, não?
Dependendo se está se falando de tendências efêmeras, macrotendências ou valores, dá para fazer previsões pra até daqui a 15 anos.

E se o mundo acabar no ano que vem?
Não vai acabar. Não estamos prevendo isso.

Patricia Stavis/Folhapress
TIPO OSCAR FREIRE "Esse rapaz com um look meio alfaiataria, camisa social, gravata, mostra um retorno aos ícones de elegância. Mas ele dá uma modernizada com a jaqueta de couro. Justin Timberlake usa bastante assim."
TIPO OSCAR FREIRE

TIPO OSCAR FREIRE
"Esse rapaz com um look meio alfaiataria, camisa social, gravata, mostra um retorno aos ícones de elegância. Mas ele dá uma modernizada com a jaqueta de couro. Justin Timberlake usa bastante assim."

Patricia Stavis/Folhapress
CONSUMO DE MEMÓRIA VITAL É quando a marca usa o passado "como terreno de estímulos para você projetar o futuro". A loja das Havaianas na Oscar Freire é um modelo. "A parte que imita um mercado resgata a origem popular da marca, que virou cool."
CONSUMO DE MEMÓRIA VITAL

CONSUMO DE MEMÓRIA VITAL
É quando a marca usa o passado "como terreno de estímulos para você projetar o futuro". A loja das Havaianas na Oscar Freire é um modelo. "A parte que imita um mercado resgata a origem popular da marca, que virou cool."

Reprodução
REEMBOLSO AFETIVO Comprar objetos como "toy art"? Freud explica. "A gente empresta um conceito da psicanálise, o de objeto transicional, em que as crianças usam um objeto, como uma fraldinha, para dar conforto emocional. No consumo transitivo, um objeto que traz memórias garante esse reembolso afetivo. O vinil, o 'toy art', objetos lúdicos têm esse papel."
REEMBOLSO AFETIVO

REEMBOLSO AFETIVO
Comprar objetos como "toy art"? Freud explica. "A gente empresta um conceito da psicanálise, o de objeto transicional, em que as crianças usam um objeto, como uma fraldinha, para dar conforto emocional. No consumo transitivo, um objeto que traz memórias garante esse reembolso afetivo. O vinil, o 'toy art', objetos lúdicos têm esse papel."

Reprodução
BRASILIDADE "Não é que o Brasil tá na moda, são os valores do nosso DNA, que estão sendo requisitados no mundo: a relação com o corpo, a nossa alegria natural. O mundo tá carente disso. Por isso, o Brasil não vai sair de moda."
BRASILIDADE

BRASILIDADE
"Não é que o Brasil tá na moda, são os valores do nosso DNA, que estão sendo requisitados no mundo: a relação com o corpo, a nossa alegria natural. O mundo tá carente disso. Por isso, o Brasil não vai sair de moda."

Patricia Stavis/Folhapress
CONSUMIDOR-AUTOR A participação ativa do consumidor na construção das marcas é tendência, diz Sabina, porque ele se sente parte de um movimento. "A galeria Melissa é exemplo disso porque as pessoas podem deixar mensagens ali."
CONSUMIDOR-AUTOR

CONSUMIDOR-AUTOR
A participação ativa do consumidor na construção das marcas é tendência, diz Sabina, porque ele se sente parte de um movimento. "A galeria Melissa é exemplo disso porque as pessoas podem deixar mensagens ali."

Patricia Stavis/Folhapress
TIPO AUGUSTA "O visual, com meia rasgada, cabelo raspado, sobrancelha fininha, traz elementos importantes de cultura urbana. Depois, é lógico, vou inseri-la em um contexto. Tem que comparar a imagem com outras para trazer indícios de comportamentos futuros."
TIPO AUGUSTA

TIPO AUGUSTA
"O visual, com meia rasgada, cabelo raspado, sobrancelha fininha, traz elementos importantes de cultura urbana. Depois, é lógico, vou inseri-la em um contexto. Tem que comparar a imagem com outras para trazer indícios de comportamentos futuros."

Reprodução
"PLEASURE GROWERS" "São os 'growers', aqueles com 60 anos ou mais, que ainda têm um 'pleasure', um prazer na vida. Têm poder aquisitivo, fazem esporte de aventura, tiram meses de férias... Não são os velhinhos que a gente conhece, são ativos, ainda querem consumir."
"PLEASURE GROWERS"

"PLEASURE GROWERS"
"São os 'growers', aqueles com 60 anos ou mais, que ainda têm um 'pleasure', um prazer na vida. Têm poder aquisitivo, fazem esporte de aventura, tiram meses de férias... Não são os velhinhos que a gente conhece, são ativos, ainda querem consumir."

Patricia Stavis/Folhapress
MERCADINHO CHIQUE A "cool hunter" localiza um mercado fino na Oscar Freire. "Essa coisa de o consumidor tocar nas coisas, como se fosse uma feira mesmo, essa coisa sensorial, está em alta. Isso, no meio da maior rua de luxo de São Paulo, é uma ideia interessante, pra gente pensar..."
MERCADINHO CHIQUE

MERCADINHO CHIQUE
A "cool hunter" localiza um mercado fino na Oscar Freire. "Essa coisa de o consumidor tocar nas coisas, como se fosse uma feira mesmo, essa coisa sensorial, está em alta. Isso, no meio da maior rua de luxo de São Paulo, é uma ideia interessante, pra gente pensar..."

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CANTANDO NO METRÔ
Pelo preço da passagem, quem pegar o metrô nos dias 1º e 15 de abril ganha um festival musical. A gravadora YB vai reunir seus artistas na estação Paraíso. No primeiro show, tocam Bruno Morais e Lulina. No segundo, gente como Blubell e Dudu Tsuda.

UMA MÃO PRO JAPÃO
Jun Sakamoto e Shin Koike (do Aizomê) se juntaram para ajudar as vítimas do tsunami. Serão os anfitriões do chef budista japonês Toshio Tanahashi, que prepara jantares beneficentes (a R$ 1.000) nos dias 1º e 2, no Jun Sakamoto.

"MAD MEN"
Fonte de inspiração da série "Mad Men" e famoso pelas ousadas capas para a revista "Esquire", o publicitário George Lois dá palestra no dia 30, na editora Abril. Concorra a uma vaga num quiz: on.fb.me/QuizGeorgeLois.

(COLABOROU ANA PAULA BONI)

 

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