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16/05/2011 - 14h27

Designer Leo Capote expõe suas engenhocas em São Paulo

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KÁTIA LESSA
DE SÃO PAULO

Christian von Ameln/Folhapress
O designer de móveis,também dono de uma loja de ferragens, Leo Capote
O designer de móveis,também dono de uma loja de ferragens, Leo Capote

Ironia do destino. Ele trabalhou durante 20 anos na loja de parafusos do avô, no bairro de Santa Cecília (centro da cidade). Mas foi com uma cadeira montada na base do encaixe que o designer de móveis Leo Capote, 29, ganhou fama.

A história começou muito antes de o paulistano ser indicado, em 2007, como um dos cem jovens designers mais importantes da atualidade pela publicação "& Fork", da respeitada editora inglesa Phaidon.

Ele ainda nem pensava em trabalhar com móveis que mais parecem obras de arte: cadeiras feitas de ferramentas, chuveiro que vira luminária, espingarda com cara de interruptor.
No negócio familiar, Leo ajudava a localizar, entre os mais de 1.300 vidros de maionese lotados de parafusos, a peça que melhor serviria aos clientes da venda. Enquanto atendia, escutava ideias de projetos e, mentalmente, tramava suas engenhocas.

O lugar era frequentado por clientes ilustres do ramo do design. Entre eles, Fernando e Humberto Campana, dois dos maiores nomes da área no país. "Eles compravam material com a gente. Quando comentei que gostava de design, disseram que eu poderia estagiar no estúdio, se entrasse na faculdade", conta.

Em 2002, Leo se formou em desenho industrial na Unip (Universidade Paulista). Um ano antes, bateu na porta dos Campana para fazer valer a promessa e estagiou com a dupla. "Leo tem a habilidade de transitar entre design e moda com muita elegância", diz Humberto Campana.

Nas horas de folga, entre um parafuso e outro, o designer desenvolvia projetos pessoais. Assim criou a "Cadeira de Colher", montada com 233 talheres de sopa. "Usei a estrutura de uma cadeira rejeitada por eles. Encaixei as colheres e, quando vi que daria certo, mandei comprar um monte até conseguir a montagem perfeita."

Com a ajuda dos chefes, Leo fez os últimos ajustes na peça. "Eles me disseram para não pintar de preto, deixar na cor natural", diz. Depois de terminada, em 2001, a cadeira chamou a atenção da representante dos Campana na época, a Marco 500, que vendia para lojistas, e Leo foi convidado para desenvolver uma pequena linha.

Nos meses seguintes, participou do concurso de design do Museu da Casa Brasileira, da mostra "Marco 500" (2002 e 2003) e do salão D&D Expo Center Norte. Ao mesmo tempo, estampava revistas de decoração do Brasil e do mundo, como a "Casa Claudia" e a "Elle Decor Japão".

Hoje, os móveis que cria estão em cartaz na mostra "Função (In)funcional", na recém-inaugurada galeria Baró + Coletivo Amor de Madre (r. Estados Unidos, 2.186, tel. 3061-9044).

Bom nas formas

Enquanto começava no ramo do mobiliário, foi outro tipo de design que atraiu holofotes e ajudou a pagar as contas do rapaz: seu 1,88 m bem esculpido estampou campanhas de marcas do peso de Dolce & Gabbana, Kenzo e Issey Miyake. "Trabalhava como modelo em Milão, mas era só por causa do dinheiro, queria mesmo é fazer o que faço agora", conta.

Hoje, Leo prefere trabalhar com pedidos menos numerosos. "Evito encomendas em série. Trato cada peça como uma obra de arte", explica.

Mesmo depois da morte do avô, ele ainda fica na loja de parafusos, agora como proprietário. Além disso, seu ateliê fica na garagem da casa dos pais. O espaço, no Pacaembu, que tem toda pinta de casa do professor Pardal, é só para o desenvolvimento de ideias.

 

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