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11/08/2011 - 18h33

Fábio Porchat quer ser o David Letterman brasileiro

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KÁTIA LESSA
DE SÃO PAULO

Fábio Porchat, 29, trabalha tanto que não perde tempo nem calçando sapatos. Foi assim que surgiu uma marca de suas apresentações humorísticas: o uso de chinelos Havaianas no palco. "É mais rápido de vestir", explica. Em seu armário, há cerca de 40 pares da sandália de dedo e só quatro de sapatos.

O humorista escreve para quatro programas da TV Globo: "Esquenta", de Regina Casé, "Caras de Pau", no qual também atua, o novo "Casseta e Planeta", que ainda não está no ar, e um quadro que vai estrear no "Fantástico". Acaba de gravar dois longas, dirige um documentário sobre o humor brasileiro e ainda roda o país com shows de "stand-up comedy" semanais. Depois que descobriu sua vocação, ele tem pressa: "Quero ser o David Letterman brasileiro", afirma, referindo-se ao famoso apresentador dos EUA.

Maria do Carmo/Folhapress
Fábio Porchat, 29,
O humorista Fábio Porchat escreve para programas da TV Globo e usa chinelos quando sobe ao palco

A vontade de trocar o curso de administração com ênfase em finanças pela carreira no humor veio em 2002. Um dia, no intervalo entre aulas na ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), ele subiu ao palco do pátio e, microfone em mãos, fez os colegas gargalharem ao imitar --sozinho-- um diálogo entre os personagens Rui e Vani, da série "Os Normais".

"Ele sempre foi engraçado. Uma vez, um professor chegou a desistir de dar aula porque ele não parava quieto. Chamou o Porchat e pediu que fizesse alguma imitação para a classe", conta Felipe Drago, 29, ex-colega. O pai, o empresário Fábio Porchat de Assis, 60, diz que o mesmo acontecia na infância: "Uma vez me perdi dele durante um cruzeiro. Ele estava com 12 anos e, quando me dei conta, Fábio era o centro das atenções de uma rodinha no refeitório", lembra.

Na mesma época da apresentação na faculdade, os alunos foram convidados a visitar as gravações do "Programa do Jô". Instigado pelos colegas, o estudante resolveu entregar ao apresentador, no intervalo, um bilhete dizendo que queria interpretar "Os Normais" durante o programa.

Deu certo. Fábio foi chamado por Jô Soares e saiu aplaudido de sua aparição na emissora, que o contratou quatro anos depois. "Quando consegui arrancar os risos da plateia, vi que queria fazer isso para o resto da vida."

Menos de um mês depois, ele largou a faculdade, mudou-se para a casa de uma tia no Rio de Janeiro e cursou teatro na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras). Após se formar, em 2005, escreveu, produziu e atuou na peça cômica "Infraturas". "Não gosto de esperar. Minha melhor qualidade é o 'eu faço'", define. Em uma das apresentações, estava na plateia o diretor da Globo Mauricio Sherman. "Ele me convidou para escrever para o 'Zorra Total'. Foi aí que eu achei que tudo ia dar certo pra mim", diz Fábio.

Com a agenda lotada, o humorista não tem tempo para nada. "Casei no civil no intervalo entre duas gravações", conta. Os padrinhos do religioso usaram chinelo.Quando sobra uma brecha, Fábio lê e assiste a séries de TV como "Família da Pesada", "House" ou "qualquer coisa com a genial Tina Fey ou com o Steve Carell". Mas revela que seu favorito ainda é o Golias e que não vê a hora de contracenar com Pedro Cardoso.

Parceiro de emissora, o comediante Bruno Mazzeo atesta: "Tenho certeza de que ele vai ser um dos grandes.Ele domina o texto, a interpretação. Pode ser o número um."

 

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