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Bienal Sesc de Dança leva 52 atrações a Santos
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DE SÃO PAULO
Pertinho de São Paulo, começa na próxima sexta-feira (2/9), a sétima edição da Bienal Sesc de Dança em Santos, no litoral paulista. São 52 trabalhos de 33 companhias nacionais e estrangeiras
Confira a galeria de fotos do festival
Os ingressos para os espetáculos custam de R$ 2,50 a R$ 10 e podem ser adquiridos em qualquer unidade do Sesc. As intervenções e instalações são gratuitas.
O Sesc disponibiliza transporte para o evento, com saída do Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141). O retorno será após o último espetáculo do dia e as vagas são limitadas (inf. p/ tel. 0/xx/11/5080-3000).
| Marc Coudrais/Divulgação | ||
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| Cena de "Pudique-Acide/Extasis", da cia. francesa Mathilde Monnier, que participa da Bienal Sesc de Dança |
Veja a programação dos espetáculos e, abaixo, os endereços:
COREOGRAFIAS
"Primero", da cia. Les Ballets C de la B (Bélgica)
O espetáculo trata do impacto das primeiras sensações, remete à infância, às descobertas, às experiências e à memória. Em cena, um gramado sintético verde e uma mobília antiga definem o ambiente de um parque infantil, uma sala de estar de memórias. Os intérpretes buscam nos movimentos trazer à tona as primeiras descobertas e os desapontamentos da infância
Coreografia e direção: Lisi Estarás. Dramaturgia: Bart Van den Eynde. Com: Anna Calsina Forrellad, Arend Pinoy, Bérengère Bodin, Nicolas Vladyslav e Samuel Lefeuvre. 60 minutos. Não recomendado para menores de 12 anos
Dias 2 e 3 (sexta e sábado), às 21h30, no teatro do Sesc Santos
"Brincos & Folias", da Balangandança Cia. (SP)
Nesse espetáculo as crianças são convidadas a usar a imaginação para sair da cadeira, levantar e criar brincadeiras e jogos. Entram em cena a amarelinha, o pega-pega, as bolhas de sabão. A Balangandança Cia. sugere que a plateia entre na dança, ora como espectador, ora como bailarino.
Concepção e direção: Georgia Lengos. Coreografia: Balangandança Cia. Com: Dafne Michellepis, Alexandre Medeiros, Clara Gouvêa, Anderson Gouvêa. 55 minutos. Livre
Dias 3 e 4 (sábado e domingo), às 17h, no Teatro Guarany
"Vestígios", de Marta Soares (SP)
Os materiais encontrados em sambaquis (terrenos com acúmulos de fósseis pré-históricos) inspiraram a coreografia da bailarina Marta Soares, que adentrou escavações arqueológicas de Santa Catarina e investigou a relação do corpo com o ambiente. O espetáculo também conta com uma projeção de vídeo registrando o entorno dos sambaquis. O cenário é composto por pedras de arenito e areia.
Concepção, direção e interpretação: Marta Soares. 50 minutos. Não recomendado para menores de 14 anos
Dias 3 e 4 (sábado e domingo), às 18h, na Cadeia Velha
"Justo uma Imagem", de Denise Stutz e Felipe Ribeiro (RJ)
A montagem faz um diálogo entre a dança e o cinema ao vivo e propõe transformar imagem em movimento e vice-versa.
Criação, direção, interpretação: Denise Stutz e Felipe Ribeiro. Concepção de vídeos:* VJ-ing Felipe Ribeiro. 42 minutos. Livre
Dias 3 e 4 (sábado e domingo), às 20h, no auditório do Sesc Santos
| Eugenio Horta/Divulgação | ||
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| A bailarina Marô Assis em cena do espetáculo de dança "Livro", de Margô Assis e Eugênio Paccelli Horta |
"Pudique Acide/Extasis", da cia. Mathilde Monnier (França)
O espetáculo é a fusão de duas peças: a primeira, criada em Nova York, em 1984, e a segunda, em Lyon, um ano depois. A montagem é composta de um mosaico de estilos e emoções, baseando-se nas obras de Cunningham, Viola Farber, François Verret e Pina Bausch.
Coreografia: Jean-François Duroure e Mathilde Monnier. Direção: Thierry Cabrera e Marc Coudrais. Com: Jonathan Pranlas e Sonia Darbois. 70 minutos (com intervalo de 15 minutos). Não recomendado para menores de 16 anos
Dias 3 e 4 (sábado e domingo), às 21h30, no Teatro Brás Cubas
"Cavalo", da Couve-Flor Minicomunidade Artística Mundial (PR)
A performer curitibana Michelle Moura apresenta uma obra sombria sobre a ambiguidade de quem se move: o cavalo se move ou é movido pelo cavaleiro? Por meio de alterações no padrão respiratório e da deformação da voz, a intérprete é levada a mover-se em um espaço de energias e pulsações distintas.
Concepção e interpretação: Michelle Moura. 25 minutos. Livre
Dias 5 e 6 (segunda e terça), às 18h, na Cadeia Velha
"Cartas de Amor", da Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo (SP)
O amor registrado em cartas ao longo de dois mil anos serviu de inspiração para alunos e professores da Escola de Artes Cênicas Wilson Geraldo, da cidade de Santos, criarem o espetáculo de teatro-dança. Aos atores cabe a leitura dramática dos textos e às bailarinas o movimento inspirado nas cartas.
Direção e dramaturgia: Roberto Peres. Coreografia: Maria Inês Adad e Roberto Peres. 90 minutos. Livre
Dia 5 (segunda), às 18h, no Teatro Brás Cubas
"Matadouro", de Marcelo Evelin/Demolition Inc. - Núcleo de Criação Dirceu (PI)
Na coreografia, Marcelo Evelin fecha a trilogia Marcelo Evelin/Demolition Inc., iniciada com o espetáculo "Sertão" (Holanda, 2003) e seguida por "Bull Dancing" (Brasil, 2006), obras inspiradas no romance "Os Sertões", de Euclides da Cunha. Nas duas primeiras coreografias, ele trabalhou as questões ligadas à identidade territorial e cultural deslocada e ao embate entre racionalidade e animalidade na vida do homem contemporâneo. Em "Matadouro", investiga o corpo como metáfora de um campo de batalha entre o oficial e o marginal, a selvageria e a civilidade, o território e o mundo globalizado. Para tanto, conta com oito intérpretes que incorporam a luta em seu estado limite.
Direção e criação: Marcelo Evelin. Com: Alexandre Santos, Andrez Lean Ghizze, Cipó Alvarenga, Datan Izaká, Fábio Crazy da Silva, Fagão, Izabelle Frota, Jaap Lindijer, Jacob Alves, Josh S., Layane Holanda e Marcelo Evelin. 65 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos
Dias 5 e 6 (segunda e terça), às 20h, no auditório do Sesc Santos
"Objeto Gritante", da cia. Mauricio de Oliveira & Siameses (SP)
A coreografia de Maurício de Oliveira (que também dirige) une a dança à manipulação de objetos de espuma, que funcionam como extensões corporais do bailarino Ditto Leite e criam a ilusão de esculturas vivas. Os artefatos foram concebidos pelo brasileiro radicado na Holanda Duda Paiva.
Concepção e direção: Duda Paiva e Mauricio de Oliveira. Coreografia: Mauricio de Oliveira. Com: Ditto Leite e Mauricio de Oliveira. 55 minutos. Livre
Dias 5 e 6 (segunda e terça), às 21h30, no Teatro Guarany
"Um Diálogo entre Música e Dança", de Benjamim Taubkin e Morena Nascimento (SP)
A montagem dilui as fronteiras entre as linguagens artísticas, fundindo naturalmente ideias de um músico e de uma bailarina unidos pelo potencial expressivo do gesto associado ao som do piano.
Idealização: Benjamim Taubkin. Concepção: Benjamim Taubkin e Morena Nascimento. Coreografia: Morena Nascimento. 45 minutos. Livre.
Dia 6 (terça), às 18h, no Teatro Brás Cubas
"Songook Yaakaar", de Germaine Acogny (Senegal)
No solo, a bailarina Germaine Acogny une texto e movimento em cena para abordar a cultura africana sem fazer uso de clichês. A intérprete apresenta a dança-escárnio, uma tradição ainda muito viva em todo o oeste da África, que permite ao artista fazer piadas sobre si mesmo, sem poupar os outros.
Direção e interpretação: Germaine Acogny. Coreografia: Germaine Acogny e Pierre Doussaint. 60 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos.
Dias 6 e 7 (terça e quarta), às 21h30, no teatro do Sesc Santos
"Girassóis", da cia. Druw (SP)
O espetáculo é inspirado nas obras do pintor holandês Vicent van Gogh que, por meio de um código de cores, linhas e composições revela como o artista vê o mundo que o rodeia e, deste modo, transforma a natureza observada em sensações. Em "Girassóis", a cia. Druw busca trabalhar essas experiências sensoriais, criar e recriar a dança contemporânea de maneira lúdica para o público infantil.
Concepção e direção: Miriam Druwe. Interpretação e criação: Adriana Guidotte, Anderson Gouvea, Bruna Petito, Elizandro Carneiro, Miriam Druwe e Tatiana Guimarães. 60 minutos. Não recomendado para menores de 5 anos
Dias 7 e 8 (quarta e quinta), às 17h, no Teatro Brás Cubas
"Livro", de Margô Assis (MG)
Concebido e dirigido por Eugênio Paccelli Horta e Margô Assis (que também atua), o espetáculo dá continuidade à montagem "Desenho" (2007), que investigava a bidimensionalidade da imagem sobre o papel. Na coreografia, dois artistas pensam a pintura enquanto extensão do corpo, e o corpo como acionador e modificador das imagens inscritas nele.
Concepção e direção: Margô Assis e Eugênio Paccelli Horta. 30 minutos. Livre
Dias 7 e 8 (quarta e quinta), às 18h, na Casa da Frontaria Azulejada
"Sapatos Brancos", do Núcleo Artístico Luis Ferron (SP)
A coreografia investiga temas ligados às tradições do carnaval paulistano: as escolas de samba e, em especial, o gestual nobre do casal de dançarinos. O espetáculo explora a riqueza dos movimentos, as tradições, o sincretismo e a história de uma das mais expressivas festas populares brasileiras.
Direção e concepção: Luis Ferron. Criação e interpretação: Jorge Luis Nascimento, Luis Ferron, Maurici Brasil, Mestre André, Mestre Ednei Mariano, Tony Siqueira e Zélia de Oliveira. 60 minutos. Livre
Dia 7 (quarta), às 18h, no Teatro Guarany
"H3", do Grupo de Rua (RJ)
Bruno Beltrão dá sequência à pesquisa iniciada em "H2", sobre as técnicas do hip-hop e suas intersecções com a dança contemporânea. A obra leva ao palco nove bailarinos que se alternam em solos, duos e trios discutindo em cena os fundamentos do hip-hop: jogo de pernas, deslocamentos, quedas, movimentos amplos e simultâneos.
Direção e coreografia: Bruno Beltrão. Interpretação: Bruno Duarte, Eduardo Hermanson, Joseph Antonio, Kleberson Gonçalves, Kleodon Gonçalves, Kristiano Gonçalves, Luiz Carlos Gadelha, Ronielson Araújo, Thiago Almeida e Thiago Lacerda. 50 minutos. Livre
Dias 7 e 8 (quarta e quinta), às 20h, no Teatro Coliseu
"Maneries", da cia. Luis Garay e Co. Buenos Aires (Argentina)
O jovem coreógrafo colombiano Luis Garay convida o público para uma experiência sobre o tempo e o corpo como materiais linguísticos. A bailarina Florencia Vecino leva ao limite suas habilidades físicas e expressivas em uma obra que está entre a filosofia e a ciência, entre o ritual e a performance.
Concepção e direção: Luis Garay. Interpratação: Florencia Vecino. 70 minutos. Não recomendado para menores de 16 anos
Dias 7 e 8 (quarta e quinta), às 20h, no auditório do Sesc Santos
"A Revolta da Lantejoula", de Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira (SP)
Décima obra da dupla de intérpretes-criadores Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, o espetáculo desenvolve uma linguagem própria com base na pesquisa de elementos da cultura popular, do balé clássico e da dança contemporânea.
Direção, criação e pesquisa: Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira. Com: Beto Madureira, Luiz Anastácio, Patricia Aockio, Ana Catarina Vieira e Ângelo Madureira. 60 minutos. Livre
Dia 8 (quinta), às 21h30, no teatro do Sesc Santos
ENDEREÇOS
Sesc Santos - Tel.: 0/xx/13/3278.9800 - Rua Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida
Casa da Frontaria Azulejada - Rua do Comércio, 92 - Centro
Teatro Coliseu - Rua Amador Bueno, 237 - Centro
Teatro Guarany - Praça dos Andradas, 100 - Centro
Boulevard da Rua XV de Novembro - Rua XV de Novembro - Centro
Fonte do Sapo - Avenida Bartolomeu de Gusmão, s/nº - Aparecida
Parque Municipal Roberto Mário Santini - Emissário Submarino - Avenida Presidente Wilson, s/nº - José Menino
Praça Mauá - Rua General Câmara, s/nº - Centro
Praça da Paz Universal - Rua Waldemar Noschese, s/nº - Zona Noroeste
Teatro Municipal Brás Cubas - Avenida Sen. Pinheiro Machado, 48 - Vila Mathias
Cadeia Velha - Praça dos Andradas, s/ nº - Centro
Rodoviária - Praça dos Andradas, 45 - Centro
Poupa Tempo - Rua João Pessoa, 246, Centro
Estação da Cidadania - Avenida Ana Costa, 340 - Centro
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