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guia de profissões

Tecnologia e mídias sociais ajudam a formar 'professor 2.0'

O modelo de aula em que o professor fica à frente da sala com o giz na mão tem perdido espaço com as novas tecnologias. Para criar um professor capaz de utilizar essas ferramentas em novos métodos de ensino, faculdades de educação investem em cursos que unem pedagogia, mídias sociais e até animação.

É o caso do curso criação e gestão de mídia em educação, da PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), graduação que mescla disciplinas da área de educação com artes e design, comunicação social, administração, direito, psicologia, informática e ciências sociais.

"Não basta apenas usar aplicativos ou trazer tablets para a sala de aula. É preciso entender de programação para construir soluções sob medida para cada grupo", diz Rosália Duarte, coordenadora do curso.

Segundo Duarte, esse profissional pode trabalhar como consultor ou gerente de projetos educacionais não apenas em escolas e universidades como também em empresas privadas, museus e centros culturais e no terceiro setor.

Criado em 2016, o bacharelado da PUC deve abrir matrículas em 2019.

Também no Rio, a FGV (Fundação Getulio Vargas) prepara um mestrado profissional em educação com foco em novas tecnologias e desenvolve a Academia de Líderes em Inovação Educacional.

"O objetivo do curso é dar um viés mais prático para a profissão, já que a maioria das universidades fica muito na teoria", diz Claudia Costin, coordenadora do Ceipe (Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais), da instituição, e ex-secretária de educação do Rio.

No colégio Dante Alighieri, em São Paulo, os professores passam por cursos frequentes de atualização, incluindo o uso de novas plataformas e mídias.

Valdenice Minatel, coordenadora do Dante Alighieri, afirma que a escola optou por investir na formação de seus professores porque ainda é difícil encontrar um "educador 2.0" pronto no mercado.

A professora Marli Cremasco, 55, trabalha há 28 anos na escola. Ela faz questão de incluir aplicativos, tablets e a plataforma de cursos on-line Moodle nas aulas para os estudantes de nove anos.

"Eles ficam comigo por várias horas e quando acabam, dizem que nem viram o tempo passar", conta.

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EDUCADOR

O que faz Desenvolve projetos de educação baseado em mídias digitais para instituições de ensino, empresas em geral e também para rádio e TV

Salário inicial R$ 4.000

Perfil procurado pelas empresas Conhecer as tecnologias e programação é crucial. É preciso também ser capaz de criar empatia e despertar o interesse dos alunos

Onde há vagas Em escolas, universidades, consultorias, instituições de ensino a distância

Onde estudar PUC-RJ, FGV Rio, Anhembi Morumbi e Senac

DURAÇÃO DO CURSO De 18 meses a 4 anos

VISÃO DE QUEM FAZ "Uso aplicativos e tablets para ensinar os alunos de 9 anos, que dizem nem ver o tempo passar"
Marli Cremasco, 55,
professora do Colégio Dante Alighieri

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