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carreira executiva

Líderes têm curso superior, mas passam longe da pós-graduação

A maioria absoluta dos líderes do setor produtivo brasileiro é formada por homens (96%), e apenas 1 em cada 3 deles fez um curso de pós-graduação. Os dados são parte de um retrato inédito feito pelo Datafolha com o objetivo de identificar a formação acadêmica dos executivos.

A maioria (73%) fez graduação no Brasil. Quem estudou fora preferiu países como EUA, Alemanha e Argentina.

Alguns dos nomes pesquisados (2%) concluíram apenas o ensino médio.

Zé Vicente
PODER - No nono dia da Caravana Pelo Brasil, a ex Presidenta Dilma encontra o ex Presidente Lula participa de ato da Frente Brasil Popular, no centro de Recife. 25/08/2017 - Foto - Marlene Bergamo/Folhapress - 017 -

Entre os que têm formação superior, poucos avançaram nos estudos. Dois em cada três não cursaram pós. Isso se explica pela idade média dos executivos: 56 anos.

"Antigamente, a formação acadêmica não era prioridade ou pré-requisito para liderança", afirma a coach especializada em transição de carreira Renata Define.

No grupo de quem fez pós, a FGV predomina (7% do total). USP, PUC-Rio e ESPM surgem na sequência: cada uma tem como ex-alunos ao menos 2% dos líderes.

Entre os líderes que obtiveram MBA (especialização em administração) –30% dos pesquisados–, a preferência é por FGV, Ibmec e USP. Juntas, elas forneceram 10% dos diplomas nesse nível.

A escolha de escolas estrangeiras para o curso de MBA é maior do que na graduação e em outras formas de pós: 2% dos executivos de destaque no país especializaram-se em administração na Escola de Negócios de Harvard (EUA), melhor universidade do mundo, segundo o Ranking de Shangai.

A USP lidera os cursos de graduação dos executivos de destaque no país, de acordo com o Datafolha. Pelo menos 1 em cada 10 líderes pesquisados é "uspiano" -resultado celebrado pelo reitor, Marco Antonio Zago: "Uma das principais missões da USP é a formação de profissionais de excelência", diz.

No RUF (Ranking Universitário Folha) deste ano, publicado em setembro, a USP também lidera o indicador que avalia o mercado de trabalho. É a universidade preferida pelos empregadores.

O EXECUTIVO BRASILEIRO - Gênero, em %

O EXECUTIVO BRASILEIRO - Idade

A FGV aparece logo após a USP na relação de instituições onde estudaram os executivos de destaque no país. De acordo com a pesquisa do Datafolha, 9% dos líderes diplomados são "gevenianos".

"É um percentual alto, considerando que a FGV, no seu conjunto, SP e Rio, tem menos de dez cursos de graduação, e a USP tem dezenas", diz Marco Antonio Teixeira Carvalho, docente da FGV-SP.

A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), melhor instituição do país no último RUF, também se destacou. É a terceira universidade brasileira que mais gradua os líderes do setor produtivo. Formou 5% deles.

Na sequência, três particulares (Mackenzie, PUC-Rio, PUC-SP) e a UFMG formaram, cada uma, pelo menos 3% dos empresários e empreendedores de destaque no país.

Os resultados da pesquisa Datafolha, de abrangência nacional, foram obtidos por levantamento de dados de 299 grandes executivos e empreendedores de destaque disponíveis na internet, como na rede social LinkedIn.

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