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Consumidores querem produtos de limpeza mais verdes, revela pesquisa

Folia

A preservação ambiental é o critério mais valorizado por consumidores na hora de comprar produtos de higiene e limpeza. É o que revela um estudo, divulgado recentemente, feito com 2.000 pessoas de todo o Brasil, com idades entre 15 e 70 anos.

A pesquisa, realizada pela Reds (Research Designed for Strategy) em parceria com o CIP (Centro de Inteligência Padrão), mostra que 42% dos entrevistados levam em consideração a postura ecológica da marca no consumo de produtos de limpeza.

Na categoria de higiene pessoal, o quesito é decisivo para 39% dos consumidores. Nos dois segmentos, o critério é mais valorizado do que a tradição do fabricante no mercado, importante para 32% dos entrevistados.

"A indústria está atenta a essa demanda ecológica dos consumidores", afirma Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, ONG de consumo consciente. "A mudança, por outro lado, é lenta, porque exige vários testes e aprovações dos órgãos governamentais", diz.

Para Mattar, a iniciativa mais importante do setor é o desenvolvimento de produtos concentrados, já que, ao reduzir o volume, a embalagem usa menos plástico e são poupados recursos para transportar as mercadorias.

Se todos os amaciantes e sabões líquidos e em pó fossem trocados por concentrados ou compactados, haveria uma diminuição de 27% na pegada de carbono e de 25% na energética, segundo estudo da Abipla (associação das indústrias do setor de limpeza).

"Esse é um passo importante, mas será que não é possível ir além?", indaga Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor). Para ele, as empresas têm avançado mais em eficiência na utilização dos recursos, o que também ajuda a economizar, do que em sustentabilidade.

"Tem produto que se diz ecológico porque usa menos plástico na embalagem, mas seu conteúdo é superagressivo ao meio ambiente", diz.

Em nota, a P&G, responsável pelo sabão Ariel e pelo amaciante Downy, informa que investe US$ 2 bilhões por ano em pesquisa e desenvolvimento para criar produtos cada vez mais inovadores, eficientes e sustentáveis.

A Unilever, fabricante do sabão Omo e do amaciante Comfort, diz que "busca tecnologias que diminuam o impacto ambiental" e cita a substituição do fosfato por carbonato, em 2010, nas fórmulas de sabão em pó, com o intuito de reduzir emissões de gases de efeito estufa.

CONSUMO CONSCIENTE
Como a lista de ingredientes dos produtos é praticamente indecifrável para um consumidor médio, fica difícil escolher uma opção sustentável pelo rótulo, segundo Reinaldo Bazito, professor do Instituto de Química da USP. "É preciso ser alguém da área para entender o impacto de cada um dos componentes."

O jeito, então, é buscar selos de certificação ambiental e ficar alerta com produtos que se autodeclarem ecológicos sem apresentar prova.

"Cuidado com pequenos truques, como o uso da cor verde ou de símbolos que remetam à natureza", afirma Oliveira, do Idec.

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