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Casa Cor 2017

Casa Cor provoca ao pedir só o 'essencial' para expositores

Principal mostra de arquitetura, decoração e paisagismo do país, a Casa Cor São Paulo começou na terça (23), no Jockey Club, em São Paulo, com um desafio aos participantes: foco no essencial.

"O universo da decoração é considerado, muitas vezes, supérfluo. Queríamos ir além, pensar o que é fundamental para viver bem, em um momento do mundo e do país em que estamos repensando valores e gastos", diz Pedro Ariel Santana, diretor de conteúdo da Casa Cor.

A 31ª edição da mostra apresenta 69 ambientes projetados por 105 profissionais. Cada um interpretou o mote à sua maneira, mas a maioria liga o essencial a praticidade e funcionalidade. "Vivemos sem tempo, é preciso racionalizar espaços para ter funções organizadas", diz Marília Pellegrini, que assina o "Café Experience".

Pensando nisso, o engenheiro agrônomo e paisagista Ricardo Pessuto se sentiu à vontade para criar seu primeiro móvel: o banco Catuaba, com partes dobráveis que o transformam em mesa e espreguiçadeira. A peça faz parte da praça urbana de 535 metros quadrados projetada por Pessuto para a mostra.

Para Fabiana Silveira e Patricia de Palma, do SP Estudio, o essencial remeteu ao artesanal, presente nos trabalhos manuais expostos num quarto de bebê.

O berço suspenso de macramê foi tecido por Leticia Matos, do projeto 13pompons. Em uma parede, a artista Adriana Marto grafitou com caneta as sete ervas de proteção (alecrim, arruda, comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge, guiné, manjericão e pimenta).

"O design essencial não deve ser descartável, por isso, pensamos num quarto de bebê, mas com durabilidade de dez anos", diz Silveira.

VARANDA SEM ESPETO

A mostra mantém uma seção dedicada a ambientes menores, com até 80 metros quadrados. Neste ano, esses espaços ganharam o reforço de áreas externas. "Isso vem do mercado imobiliário, que oferece muitos imóveis com terraço", explica Santana.

Segundo Lívia Pedreira, diretora da Casa Cor, a proposta é mostrar que dá para ter uma varanda sem churrasqueira. "Você pode abrir espaço para uma instalação, como fez o Leo Romano, ou um pequeno jardim", pondera.

A paisagista Clariça Lima estreia com quatro canteiros e três jardins verticais de 2,5 m que acompanham os estúdios. Estruturas de vergalhões permitiram acomodar vasos sem interferir na parede do Jockey, que é tombada.

Outra novidade desta edição é a parceria com o IED (Istituto Europeo di Design) para promover cursos para profissionais, relacionados à arquitetura de interiores.

CASACOR SP
Horário das 12h às 21h
(ter. a dom), até 23 de julho
Endereço Jockey Club de São
Paulo, av. Lineu de Paula Machado, 1.075, Cidade Jardim;
manobrista (R$ 35)
Ingressos R$ 56 (ter. a qui.),
R$ 70 (sex., sáb., dom. e feriados) e R$ 165 (passaporte). Estudantes e quem tem mais de 60 anos ou mais pagam meia
Informações www.casacor.com.br

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