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centro

Paulistanos preferem boa localização a imóvel espaçoso, diz Datafolha

Oito em cada dez moradores de São Paulo estão dispostos a abrir mão de um apartamento espaçoso para ficar perto de boas redes de transporte e serviços. Os dados são de pesquisa do Instituto Datafolha, feita entre 10 e 12 de agosto com 493 pessoas.

"É uma relação de custo-benefício. Vale a pena abrir mão de espaço quando não é preciso gastar com deslocamento, uma vez que a cidade está à sua disposição", diz Rosana Miranda, urbanista e professora da USP.

Foi o desejo de se deslocar com facilidade e de ter uma vida mais próxima das áreas mais vibrantes da cidade que fez Karrant Santos, 38, comprar um apartamento na Luz, região central de São Paulo.

O empresário trocou o apartamento de três dormitórios e 90 metros quadrados na zona sul por uma unidade de um quarto e 40,5 metros quadrados do SP Next Home, na esquina da rua Washington Luís com a rua Brigadeiro Tobias. Em frente ao edifício está uma das entradas para a estação Luz do metrô.

Marcelo Justo/Folhapress
Vista panorâmica com estação Luz ao fundo, a partir do edifício SP Next Home
Vista panorâmica com estação Luz ao fundo, a partir do edifício SP Next Home

Para fazer a vida caber em menos da metade do espaço que tinha, Santos vendeu eletrodomésticos e móveis que não caberiam na nova casa e doou boa parte das roupas. "Aprendi a viver com o necessário e essa mudança melhorou muito a minha vida."

Para ele, a melhor parte de morar no centro é poder ir com facilidade a museus, teatros e salas de concerto, como a Sala São Paulo, a dez minutos de caminhada, e a Pinacoteca, a apenas cinco.

O SP Next Home, da Edalco, ainda tem unidades à venda de 29,66 a 40,5 metros quadrados. O metro quadrado custa em torno de R$ 12,6 mil. O condomínio dispõe de wi-fi nas áreas comuns, lavanderia, bicicletário, sala de pilates, cozinha gourmet e espaço de coworking.

Outro prédio com estrutura semelhante é o Vision Paulista, da Gafisa. Fica na rua Augusta e deve ser entregue em dezembro deste ano. São estúdios com plantas entre 34 e 41 metros quadrados. O metro quadrado está na faixa de R$ 16 mil. A área comum terá salão de jogos, spa com sauna, escada com contador de calorias, música-ambiente nas áreas comuns e terraço com churrasqueira.

Editoria de Arte/Folhapress
p(folhagraficos). "[Área útil média - Em m²]":http://arte.folha.uol.com.br/graficos/Jv7OW/?w=620&h=455
p(folhagraficos). Área útil média - Em m²

CONVIVÊNCIA

Quando você mora em apartamento pequeno há maior interação com os vizinhos nas áreas comuns, diz o empresário Karrant Santos "Temos a liberdade de pedir ajuda para qualquer um a qualquer hora e de elaborar programas para fazermos juntos no bairro. No centro, dá para fazer tudo a pé."

Garantir uma convivência mais frequente com vizinhos é a intenção dos projetos.

"Tudo que não precisa estar na área privada pode ir para a área comum do condomínio", explica Marta Ardito, arquiteta do escritório Agres Arquitetura, responsável pelo projeto do SP Next Home.

Para Alexandre Frankel, presidente da Vitacon, responsável pelos prédios Vita Bom Retiro e Nova Higienópolis, o importante é mudar a perspectiva sobre o que deve ser individual e o que pode ser compartilhado. "O que muitos chamam de área de lazer nós enxergamos como uma extensão da casa."

Frankel diz que empreendimentos nesse estilo podem ser transformadores, por encorajar mais paulistanos a ocuparem espaços públicos no centro. "Essa compactação do espaço tem o objetivo de melhorar a vida das pessoas dentro e fora de casa. Isso vai tornar a região central cada vez mais desejada."

Unidades lançadas -

Porcentagem de unidades até 50 m² -

Área útil média - Em m²

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