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imóveis para investir

Santana é o bairro cujos imóveis mais se valorizam em São Paulo

Santana, na zona norte da capital paulista, foi o bairro que mais se valorizou nos últimos três anos, segundo dados da Embraesp. O valor do metro quadrado na região passou de R$ 5.074 para R$ 8.687 entre 2014 e 2016, uma alta de 36,8% descontada a inflação do período.

O salto no bairro se deve, em parte, à boa infraestrutura de comércio, serviços e lazer que atrai empreendimentos de alto padrão ao bairro.

"Santana é alvo de desejo dos moradores da região porque tem mais infraestrutura e mais status que os bairros vizinhos. Há ainda a avenida Braz Leme, que se transforma em um parque aos fins de semana", elenca João Henrique Lopes, diretor de atendimento da imobiliária Lopes.

Tudo isso, segundo Lopes, resulta numa procura por imóveis muito maior que a atual oferta de novos empreendimentos consegue suprir.

Os investidores já representam cerca de 60% das vendas do Fao Residence III, um dos empreendimentos da Fao Building em Santana.

O prédio deve ser entregue até o fim do ano. São duas torres com imóveis de um dormitório e 44 metros quadrados. O preço médio é de R$ 11 mil por metro quadrado.

Fasael Aeissame, responsável pelas áreas de venda da Fao Building, diz que o trânsito menos congestionado é um dos atrativos do bairro. "A proximidade com a serra da Cantareira e com o Horto Florestal tornam essa área menos poluída", completa.

A professora Regina Jorge administra dois prédios da família em Santana, com 21 apartamentos e duas lojas para locação, e só vê vantagens em investir no bairro. 

"Parece que Santana sofreu menos com a crise econômica. Tivemos que baixar os aluguéis, mas conseguimos manter uma boa taxa de ocupação", afirma. 

Conhecido por seu perfil familiar, Santana tem boa oferta de apartamentos espaçosos. A incorporadora Sabel prevê entregar em julho de 2019 o H300, uma torre com 19 apartamentos de 265 metros quadrados e quatro suítes cada um. O metro quadrado do imóvel custa R$ 11 mil.

TRADICIONAIS

Para quem busca investimento em áreas de valorização mais consolidada, uma boa aposta são os imóveis no Centro e na Vila Olímpia. Nos últimos dez anos, de 2007 a 2016, o metro quadrado nos dois bairros subiu 282,1% e 150,9%, respectivamente, descontada a inflação do período.

A valorização da Vila Olímpia se justifica pela proximidade de postos de trabalho mais qualificado, o "Vale do Silício brasileiro", afirma Reinaldo Fincatti, diretor da Embraesp.

Originalmente formado por galpões que foram cedendo espaço aos empreendimentos imobiliários, o bairro hoje conta com uma estrutura completa, com shoppings, comércio de rua, restaurantes e vida noturna -o que deve sustentar a valorização do bairro nos próximos anos.

Na região central, o desenvolvimento do Baixo Augusta ajuda a explicar o salto dos preços. Lá, está o Olhar Augusta, empreendimento da Tegra com opções de plantas de 67 a 76 metros quadrados. Alinhado à vocação boêmia da área, o prédio terá um bar no 24º andar.

Sem tantos espaços disponíveis quanto a Vila Olímpia, o Centro não deve manter a alta dos preços por muito tempo, diz Fincatti. "Com um imóvel de 30 metros quadrados sendo vendido a R$ 350 mil, não sei se há espaço para subir no curto prazo."

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