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mercado de luxo e acessíveis

Iniciativas sustentáveis orientam edifícios de luxo e populares

Todos os segmentos da construção civil são pautados pela busca da sustentabilidade. Mais do que só cumprir exigências legais, empresas tentam transformar responsabilidade socioambiental em um diferencial de vendas.

Energia solar, aproveitamento da água da chuva e soluções para melhorar o desempenho térmico e acústico dos imóveis estão entre as medidas mais comuns.

Um exemplo da Camargo Corrêa é o Epic, condomínio na Vila Olímpia com 23 apartamentos, cada um com 152 metros quadrados e vendido a partir de R$ 2,6 milhões.

O cuidado inclui o canteiro de obras. "Fizemos a gestão completa para que houvesse menos desperdício. Todos os materiais são controlados por um software", diz Leandro Marveis, que é gerente da Camargo Corrêa.

Luiz Henrique Ferreira, engenheiro e fundador da Inovatech Engenharia, diz que foram tomadas várias medidas para melhorar o desempenho térmico do imóvel, como isolamento das fachadas, varandas que geram sombra na sala e ventilação cruzada. Assim, o apartamento fica menos quente no calor e menos frio no inverno, gerando economia de energia.

Em Curitiba, o Ícaro, condomínio com apartamentos que vão de 315 metros quadrados (R$ 4,5 milhões) a 840 metros quadrados (R$ 9,5 milhões), conta com painéis fotovoltaicos, sistema de captação da água da chuva e vagas para carros elétricos.

Projetado pelo premiado escritório de Arthur Casas, o prédio, que deve ser entregue no início de 2019, obteve o selo GBC (Green Building Council) Brasil Casa, na categoria "gold", que reconhece empreendimentos residenciais com alto desempenho econômico, social e ambiental.

Sustentabilidade não está restrita ao alto padrão. A MRV Engenharia, voltada ao público de baixa renda, estima que até 2021 todos os seus lançamentos sejam contemplados com energia solar. Para isso, planeja investir R$ 800 milhões.

Neste ano 17 mil unidades lançadas pela construtora devem ter o sistema que transforma energia solar em elétrica, diz Luis Henrique Capanema Pedrosa, gestor-executivo de suprimentos da MRV.

No Spazio Parthenon, um dos empreendimentos da MRV em Belo Horizonte, as placas já estão sendo montadas. São 1.650 placas que ficarão sobre os prédios que abrigam 440 apartamentos de 2 dormitórios, que podem ser financiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. "Hoje a energia fotovoltaica tem um custo mais baixo, para o cliente o acréscimo na parcela do financiamento é irrisório. Energia limpa é um caminho sem volta", explica Pedrosa. Com entrega prevista para outubro do ano que vem, o preço dos apartamentos começa em R$ 193 mil.

A escolha dos materiais reflete a preocupação com a sustentabilidade. O escritório franco-brasileiro de arquitetura Triptyque projetou para a empresa florestal Amata um edifício totalmente construído em madeira certificada. O empreendimento, que será erguido na Vila Madalena, terá 13 pavimentos e uso misto, com residências e espaços de coworking.

Carol Bueno, sócia fundadora do Triptyque, explica que a construção civil é uma indústria poluidora, que responde por cerca de 40% da emissão de dióxido de carbono no mundo. A madeira, pelo contrário, captura dióxido de carbono. "Cada metro cúbico de madeira reflorestada é capaz de absorver uma tonelada de dióxido de carbono do ambiente. Um tronco de madeira é uma espécie de gás carbônico cristalizado. A madeira bem manejada descarboniza a construção", diz.

Em fase de projeto, o empreendimento não tem data de lançamento nem preço definidos.

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