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Honda promove integração de olho nos carros elétricos

Os próximos 13 anos serão de integração na Honda. E desse estreitamento entre os seis centros de desenvolvimento (R&D) da fabricante no mundo vem a promessa de propagação da célula de combustível e de projetos de carros autônomos.

Richard Drew/Associated Press
Modelo híbrido da Honda exibido em salão em Nova York, em abril
Modelo híbrido da Honda exibido em salão em Nova York, em abril

Tal cenário foi descrito pelo presidente e CEO da Honda Motor Co., Takahiro Hachigo, durante encontro com jornalistas em Tochigi (Japão).

O executivo destacou as principais estratégias da marca até 2030, quando prevê que 66% de todos os veículos que a montadora produzir serão elétricos. Tal avanço de energias alternativas, assim como investimento em engenharia e tecnologia dos novos carros, se dará pela maior cooperação global dentro da própria fabricante.

Se antes cada um dos seis centros de desenvolvimento (Japão, China, Ásia/Oceania, América do Sul, América do Norte e Europa) tinha certa autonomia, a ordem agora é promover a integração. "Temos trabalhado para estabelecer um sistema de produção flexível e mutuamente complementar entre as regiões. Já vemos resultados positivos", garantiu Hachigo.

A ideia é flexibilizar a produção de veículos que atendam a diferentes mercados, reduzir custos com maior compartilhamento de tecnologias e plataformas e, assim, ganhar competitividade.

A evolução terá foco maior nos veículos com emissões zero ou reduzidas. Em outubro do ano passado, a Honda criou a Divisão de Desenvolvimento de Veículos Elétricos. Nesta estratégia, a marca trabalha em três frentes: híbridos plug-in, 100% elétricos e carros movidos a célula de combustível (hidrogênio).

"Estamos fortalecendo nosso sistema e capacitação no desenvolvimento de veículos eletrificados com uma equipe especializada, que estará encarregada de desenvolver o carro por completo, incluindo o powertrain e a carroceria", afirmou o executivo.

Tais tecnologias elétricas já existem ou estão perto do lançamento da linha Clarity. Com base no Civic, a gama estreou com a versão movida a célula de combustível, já comercializada nos EUA e no Japão através de leasing -no ano passado foram entregues 170 unidades.

Já a variante híbrida plug-in do Clarity será lançada em solo norte-americano até o fim do ano, enquanto a configuração totalmente elétrica está em fase final de desenvolvimento. Porém, um novo projeto de carro movido a baterias surgirá no Salão de Tóquio e outro está confirmado para o mercado chinês para daqui a dois anos.

"Além de um modelo exclusivo para o mercado chinês, com início das vendas planejado para 2018, um veículo elétrico voltado para outras regiões também está em desenvolvimento", explicou o executivo.

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