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Novas tecnologias reacendem o debate robôs versus humanos
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JOHN MARKOFF
DO "NEW YORK TIMES", EM DRACHTEN, HOLANDA
Na fábrica da Philips na costa chinesa, centenas de operários usam as mãos e ferramentas especializadas para montar barbeadores elétricos. Esse é o modo antigo de trabalhar.
Numa fábrica da mesma empresa em Drachten, na Holanda, 128 braços robóticos realizam o mesmo trabalho com flexibilidade digna de iogues. Câmeras de vídeo os guiam para realizar façanhas que superam a capacidade do humano mais hábil que exista.
Trabalhando sem parar, um braço robótico forma três dobras perfeitas em dois fios conectores e os insere em furos tão pequenos que são quase invisíveis. Os braços trabalham tão rapidamente que precisam ficar fechados em gaiolas de vidro para que as pessoas que os supervisionam não se machuquem. E eles fazem tudo isso sem uma pausa para tomar um café, trabalhando três turnos por dia, 365 dias por ano.
A fábrica holandesa tem ao todo algumas dezenas de operários humanos por turno -mais ou menos um décimo do número visto na fábrica chinesa, na cidade de Zhuhai.
Isto é o futuro. Uma nova onda de robôs, muito mais destros que os robôs já empregados comumente hoje por montadoras de automóveis e outros setores manufatureiros pesados, estão substituindo trabalhadores humanos em todo o mundo, tanto na manufatura quanto na distribuição.
Fábricas como esta, na Holanda, formam um contraponto marcante com as fábricas usadas pela Apple e por outras empresas gigantes de eletrônicos para o consumidor, que empregam centenas de milhares de operários pouco qualificados em busca de baixo custo.
"Com estas máquinas, podemos produzir qualquer eletrônico de consumo do mundo", disse Binne Visser, gerente da linha de montagem da Philips em Drachten.
Muitos executivos industriais e especialistas em tecnologia dizem que a abordagem usada pela Philips está superando a da Apple.
Ao mesmo tempo em que a Foxconn, que produz o iPhone da Apple, continua a construir novas fábricas e contratar milhares de operários adicionais para fabricar smartphones, ela planeja instalar mais de 1 milhão de robôs dentro de alguns anos, para complementar sua força de trabalho na China.
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