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Novas redes sociais miram católicos e muçulmanos
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YURI GONZAGA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Enquanto o Facebook se aproxima de seu primeiro bilhão de usuários, duas redes sociais surgem como alternativas religiosas: o site Salamworld, muçulmano, e a rede Aleteia, católica.
O Salamworld, baseado na Turquia, já funciona em fase de testes, apenas para convidados, e será aberto ao público em novembro. De olho na ampla população jovem dos países islâmicos, os criadores querem atrair 150 milhões de usuários dentro de três anos.
| Reprodução |
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| Imagem de divulgação do site Salamworld |
"Estamos quebrando o estereótipo conservador ao desenvolver uma rede global e inovadora, que dá à juventude muçulmana uma plataforma para levar seus projetos adiante", propagandeia Ahmed Azimov, 35, vice-presidente do site, em entrevista por e-mail à Folha.
Com escritórios também no Egito e na Rússia, a rede nascerá internacional: seu corpo diretor é composto por pessoas de 17 países diferentes, e o site tem versões em árabe, francês, inglês, malaio, persa, russo e turco.
Sobre os recentes conflitos no Oriente Médio, o executivo defende que o possível advento da rede não estimulará animosidades entre o mundo árabe e o Ocidente. Pelo contrário: "Seremos uma ponte entre os muçulmanos e a comunidade global que existe na web". Para evitar que conteúdo com haram (infrações à lei islâmica) seja difundido na rede, o site conta com um time de moderadores, por quem todo o conteúdo suspeito deve passar antes de ser aprovado ou rejeitado.
Há um mecanismo que reconhece pornografia e outras formas de conteúdo profano. O que não é pego por esse filtro automático fica disponível imediatamente na rede. O resto tem de passar pela análise humana.
"Somos um ambiente seguro para a família muçulmana, livre de abuso infantil, álcool, extremismo e terrorismo", diz Azimov. "Nas outras redes, ninguém garante que, em vez da figura do Mickey, seu filho verá algo sujo."
PORTAL CATÓLICO
Lançada na última quinta-feira após um ano de testes, a rede Aleteia ("a verdade" em grego) tem como proposta agregar conteúdo que sane as principais dúvidas em relação à religião católica.
| Reprodução |
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| Página inicial da Aleteia, rede social católica |
"A ideia é que todo o conteúdo parta de uma pergunta de um usuário", diz o brasileiro Alexandre Ribeiro, 35, editor da versão lusófona do site, fundado na Itália e também disponível em árabe, espanhol, francês, inglês, italiano e português.
"Hoje, se você busca temas sobre a Igreja Católica no Google, encontra pouquíssimas referências. Queremos jogar lá para cima [da página de resultados] informações tratadas, confiáveis."
Por meio de parcerias, a Aleteia torna disponível conteúdo em vídeo, texto e imagens sobre tópicos como "quem foi Jesus Cristo" e "por quantas mortes a Igreja foi responsável durante a Inquisição espanhola".
No Brasil, os parceiros são a PUC (Pontifícia Universidade Católica), a rede Canção Nova e a Arquidiocese do Rio de Janeiro, entre outros -no mundo todo, são mais de mil.
Ribeiro, que não tem ligação formal com a Igreja, é um dos 37 funcionários da Aleteia. Segundo ele, o site deve ganhar, em breve, uma seção para debates entre usuários.
| Editoria de arte/Folhapress | ||
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