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Microsoft critica posição do governo brasileiro sobre o software livre
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BRUNO ROMANI
ENVIADO ESPECIAL A REDMOND
O presidente da Microsoft na América Latina, Hernán Rincón, mandou um recado ao governo brasileiro: a inovação de softwares não acontece nas mãos de governos e sim do setor privado.
A declaração foi feita após ele ser questionado sobre a posição do governo brasileiro de apoio a programas com código aberto, como o Linux.
Em encontro com jornalistas da América Latina em Bellevue, Estado de Washington, ele disse na manha desta terça: "Os governos têm que se perguntar: o negocio deles é servir os cidadãos ou desenvolver software? A inovação está no setor privado".
Segundo Rincón, programas livres demandam mais trabalho e investimento do governo para mantê-los funcionando e atualizados --o que não aconteceria quando empresas cuidam disso para o governo.
O executivo, porém, disse que os dois modelos --software aberto e fechado-- continuarão a coexistir.
CONCORRÊNCIA
Rincón também alfinetou a concorrência que apostam em modelos abertos e sem custo, como o Google. "Quando você não pode competir, você se declara aberto. Isso mascara a incompetência".
O executivo completou: "Quando é conveniente, as empresas se declaram abertas. Elas usam isso para seu próprio benefício".
NÚMEROS
O executivo também apresentou com otimismo números sobre a região.
Segundo ele, em seis dos últimos sete anos, a região teve crescimento --a exceção foi 2008. E o setor tecnológico teve forte participação nisso.
Nos últimos anos, o setor tecnológico da América Latina esteve, na média, de dois a três pontos percentuais acima do do crescimento da região. Em um ano, por exemplo, em que o crescimento do PIB regional foi de 5%, a tecnologia da informação cresceu de 7% a 8%.
O Brasil, disse Rincón, teve papel de liderança nesse processo.
A Microsoft da América Latina acompanhou o crescimento. O executivo disse que a sua divisão é a que mais cresce entre todas as divisões regionais. A empresa seria três vezes maior em termos de volume de negócios do que era sete anos atrás.
Segundo ele, 95% dos computadores na América Latina rodam Windows. A Apple teria 1,3% e Linux de 2% a 3%.
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