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No Brasil, 80% dos spam miram roubo de dados bancários
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DE SÃO PAULO
O objetivo maior da distribuição de spam no Brasil é o roubo de informações bancárias: são 80% dos casos, segundo uma medição divulgada nesta sexta-feira pela empresa de segurança Trend Micro. Em outros países da América Latina, este índice é de 40%, diz a companhia.
"Normalmente, estes e-mails são disparados das redes botnets, que são um conjunto de computadores ligados uns aos outros e podem ser controlados à distância por uma única máquina", informou a empresa em comunicado.
Para efeito de comparação, a maior motivação de spam na China é disseminar opiniões de ativistas, que protestam contra o rigor do governo para com a internet.
O estudo indica ainda que o spam não para de crescer e já se tornou um problema mundial. "No dia 14 de janeiro, o Brasil era o responsável pelo envio de 6,8% de todos os spams que circulavam no mundo, somente atrás dos Estados Unidos (10,3%) e da Rússia (8,9%). No mesmo dia, foram registrados cerca de 102 milhões de e-mails indesejados circulando na internet em todo o mundo. A América Latina responde por 20% destas mensagens", disse a companhia em comunicado.
"Um bom exemplo de ameaça que usa a engenharia social como inteligência são os ataques direcionados às redes sociais. Os cibercriminosos escaneiam comunidades e, a partir daí, conseguem informações sobre os gostos e costumes da maioria dos usuários. Em posse dessas informações, criam ameaças específicas para grupos com perfis similares, tornando a distribuição da ameaça mais eficaz", aponta a Trend Micro.
Notícias atraentes, reais ou não, também foram usadas para atrair os usuários --como mensagens sobre celebridades que teriam sofrido um acidente, contendo um link ou anexo que direcionava ao malware. Outro spam utilizou cartões postais on-line para levar os usuários a acessar links mal intencionados ou a fazer o download de anexos maliciosos.
A quantidade de spams distribuídos por essas redes é astronômica. "Só no Brasil, em 2010 circularam 300 milhões de mensagens indesejadas. Cibercriminosos compram e vendem produtos em nome de terceiros e fazem parcerias ilegais para roubar pessoas."
Entre as redes mais conhecidas mundialmente, estão Zeus e a Koobface.
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