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Banda Mais Bonita da Cidade diz não se incomodar com as críticas
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MÁRCIO PADRÃO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Tudo começou em uma tarde de domingo em fevereiro. O grupo curitibano A Banda Mais Bonita da Cidade foi para um bucólico casarão em Rio Negro, na divisa do Paraná com Santa Catarina, com o objetivo de gravar três clipes. Conseguiram mais: um fenômeno.
| Divulgação | ||
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| Os músicos curitibanos A Banda Mais Bonita da Cidade |
As primeiras crias dessa tarde, "Canção Pra Não Voltar" e "Boa Pessoa", obtiveram mais de 600 mil acessos no YouTube. Nada comparado a "Oração", que em apenas duas semanas já alcançava mais de 4,7 milhões de visitas.
Na esteira do sucesso, A Banda ganhou muitos fãs e detratores, além de lotar a agenda com shows e entrevistas. Enquanto isso, homenagens e paródias de "Oração" surgem aos montes, tentando reproduzir o longo plano-sequência, o clima hippie e a doce melodia repetida como um mantra.
"Ainda vamos ficar algum tempo digerindo isso", diz Rodrigo Lemos, guitarrista, tentando explicar o sucesso do vídeo. "Estamos sentindo que é por ser uma coisa corriqueira e divertida, que dá às pessoas a vontade de querer participar e dividir aquele sentimento com os amigos".
Surgida há dois anos, A Banda Mais Bonita da Cidade já documentava e divulgava seus trabalhos virtualmente. Seu primeiro vídeo, da canção "A Balada da Bailarina Torta", é de 2009. Desde então já foram 11 uploads no YouTube.
Mas "Oração" foi se diferenciando desde antes do famoso vídeo. "Quando era tocada em shows pequenos, o público já batucava nos copos e aumentava o coro com mais vozes", relata a atriz Rúbia Romani, amiga da banda, que participou do webhit.
Por ora, o reconhecimento no mundo off-line ainda é tímido. "Uma vez no aeroporto pediram para bater foto com a gente", relata Lemos. "Minha vida não mudou muito. Às vezes os amigos de amigos comentam no Facebook", complementa Rúbia.
CULTURA DO REMIX
Críticas e paródias também são levadas na esportiva. "Assim como tivemos liberdade de postar, as pessoas têm liberdade de falar que não gostaram. Mas adoramos as paródias. A primeira coisa que fazemos ao acordar é ver as novas", diz Lemos.
Para o pesquisador de mídias sociais da USP Hernani Dimantas, os vídeos derivados de "Oração" têm a ver com a chamada cultura do remix. "As pessoas têm novas possibilidades de produzir cultura com aquilo que encontram na web. Fazer paródias e homenagens são formas de conversar em rede", diz.
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