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11/08/2011 - 12h12

A dança moderna disponível na palma da sua mão

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GIA KOURLAS
DO "NEW YORK TIMES"

O aplicativo Dances for an iPhone começou de uma maneira incomum para uma dança: com uma lesão.

Richard Daniels, que, em momentos diferentes, já foi administrador de artes, produtor e coreógrafo, estava incapacitado, recuperando-se de uma cirurgia do ombro, quando a ideia nasceu em 2008.

"Praticamente, a única coisa que eu conseguia fazer era olhar o computador", ele revelou recentemente em um café de Manhattan. "Eu sempre coreografei e sempre gravei cada ensaio em vídeo, em preparação para meus shows. Havia algo nessas fitas de ensaios que mexia muito comigo. Manipulei as imagens no computador e pensei: 'Será que consigo transferir para o telefone?'".

O resultado foi sua criação Dances for an iPhone, aplicativo disponível gratuitamente, pelo iTunes, desde o início do ano. Até agora, já foi descarregado mais de 2.075 vezes, em 49 países. O aplicativo é enxuto e elegante; Samuel Toulouse, que o desenvolveu, também criou um aplicativo para a Chanel. O primeiro volume traz seis danças modernas, com durações que variam de dois a cinco minutos, apresentadas por nomes de respeito: Carmen de Lavallade, Deborah Jowitt, Regina Larkin, Christine Redpath e Megan Williams.

Divulgação
O aplicativo Dances for an iPhone
O aplicativo Dances for an iPhone

Diferentemente de Dances for an iPhone, que traz conteúdo original, criado para a tela pequena (ou o iPad), boa parte do material de dança encontrado na internet consiste em trabalhos que já existiam anteriormente.

As videodanças de Daniels, intencionalmente minimalistas, são obras de arte por si sós. Assistir a Megan Williams deslizar e saltar por um caminho enquanto realiza uma série de saltos efervescentes é como segurar uma dança na palma da mão.

Daniels disse que é a escala pequena que proporciona uma perspectiva tão intimista. "Cheguei à conclusão de que é preciso ver no telefone, senão você não saberá realmente o que é."

Dances for an iPhone representa a convergência de vários acontecimentos na vida de Daniels. Enquanto se graduava em fotografia no Instituto Pratt, em Nova York, ele começou também a estudar dança moderna.

Ele foi dançarino até por volta de 1980, trabalhando principalmente com coreógrafos pouco conhecidos. Em 1992, depois de seu parceiro ter descoberto que era soropositivo -ele morreu dois anos depois-, Daniels voltou a dançar. Ele recorda: "Pensei 'você vai fazer ou não vai? Eu deveria fazer algo criativo. Será que quero morrer sem ter tentado?'."

Daniels vai completar 60 anos em pouco tempo e também está vivendo com a Aids (sua saúde se encontra estável, afirma).

"Uma vez, criei um trabalho chamado 'Bonus Round' sobre viver com tempo emprestado", ele conta. "Ainda me sinto como se isso fosse de alguma maneira um extra, algo fora dos limites da probabilidade."

Em julho, Daniels começou a trabalhar em um novo dueto para Rebecca Rigert e Brian McGinnis. Além disso, está com ideias para vários outros trabalhos.

 

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