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07/09/2011 - 11h13

Revistas personalizadas atraem leitores e dinheiro

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BRUNO ROMANI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Há cerca de três semanas, o arquiteto da informação Fabian Umpierre assina uma nova revista. A cada manhã, ele recebe a publicação, que sempre trata de temas que lhe interessam. Parece até que ela o conhece. E, de certa forma, conhece mesmo.

Umpierre usa o Editions, app para iPad da AOL que cria uma revista digital personalizada. O gaúcho é parte de uma nova base de leitores que fez dessas publicações mutantes -que se adaptam ao gosto de leitura do freguês- foco de investimentos de provedores de conteúdo.

Editoria de Arte / Folhapress

Na semana passada, a rede de TV CNN anunciou a compra do emergente Zite, um dos aplicativos mais populares da categoria. O valor do negócio não foi revelado oficialmente, mas gira em torno de US$ 25 milhões, segundo o site AllThingsD, do "Wall Street Journal". Um dia após o anúncio, o Zite tornou-se o aplicativo de notícias mais baixado na App Store.

A compra pela CNN ocorre cerca de um mês após o bem-sucedido lançamento do Editions da AOL. O programa ficou entre os mais procurados na App Store, o que rendeu um agradecimento da empresa aos usuários.

A atração pelo formato tem raízes no mesmo modelo que popularizou agregadores de conteúdo como Google Reader -o de poder moldar a internet a interesses pessoais.

"Prefiro o Zite a revistas tradicionais por causa da possibilidade de organizar a minha revista, com temáticas que me interessam", diz a educadora Sônia Bertocchi.

Com as revistas personalizadas, o usuário indica assuntos favoritos, e o aplicativo reúne artigos e posts de diversos blogs e sites numa interface de design similar ao de uma publicação física.

O formato ganhou vida pelo Flipboard, que fez um ano em julho. O aplicativo, que recebeu prêmios de melhor de 2010, também dá cara de revista a posts em redes sociais, como Facebook e Twitter. Segundo a Reuters, foi baixado 3 milhões de vezes. Sua empresa já atraiu US$ 60,5 milhões em investimentos.

DIREITOS AUTORAIS
O principal obstáculo para companhias independentes como a do Flipboard é o uso do conteúdo de terceiros.

Para evitar disputas por direitos autorais, os aplicativos passaram a direcionar os leitores às reportagens nos sites originais, revertendo a audiência ao produtor da notícia.

O próprio Zite enfrentou esse problema em março. Logo após ser lançado, veículos como o "Washington Post" e a Associated Press ameaçaram processar a empresa.

Embora reúna conteúdo de terceiros, a AOL deverá ter menos problema com o Editions, pois ela é dona de uma rede de blogs e sites. O mesmo deve ocorrer com a CNN, em relação ao Zite.

"O Zite pode ajudar a CNN", disse K.C. Estenson, diretor da CNN Digital.

 

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