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06/10/2011 - 07h51

Entre tablets, iPad traz mais opções para público infantil

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LEONARDO MARTINS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Apesar de haver diversas opções de tablets nas lojas brasileiras, poucos aparelhos desempenham bem essa função de primeiro computador infantil. O grande entrave é a falta de conteúdo específico.

O cenário esvaziado acontece pela escolha do sistema operacional: a maioria dos fabricantes opta pelo Android Honeycomb, a versão turbinada do sistema do Google para tablets. O software mistura elementos de desktop --como a barra fixa na parte inferior- com recursos sensíveis ao toque.

Porém a loja de aplicativos para esses tablets ainda não deslanchou, e a oferta de programas para os mais pequenos é muito limitada. São apenas cerca de 500 apps para o Honeycomb --poucas dezenas dedicadas às crianças.

Isso faz com que o navegador de web seja o principal canal de conteúdo desses aparelhos, algo que desktops e notebooks já oferecem, com preço menor.

Editoria de Arte / Folhapress

Livros com vídeo e áudio, revistas especializadas e até os principais jogos voltados para o público infantil são encontrados em outro aparelho: o iPad 2, da Apple.

Por ter atraído grande parte dos desenvolvedores para a plataforma iOS, a loja de aplicativos da Apple traz centenas de apps criados para crianças e adolescentes.

Um exemplo é o livro "The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore". Citado em várias listas de melhores apps do ano, ele mistura animação, narração e interatividade e tem preço menor que o de um livro físico (US$ 5).

Há também soluções de pintura digital, música e aprendizado em digitação.

Mas há dois problemas para os pais: grande parte do conteúdo é em inglês --um impedimento para a maioria das crianças--, e a App Store brasileira não oferece todos os milhares de aplicativos para iPad --é preciso improvisar e criar uma conta americana para ter acesso a tudo.

Editoria de Arte / Folhapress

DOIS EM UM

Apesar do marasmo da loja do Android, os concorrentes da Apple têm alguns trunfos na disputa com o iPad.

O Eee Pad Transformer, da Asus, por exemplo, oferece um teclado físico destacável que transforma o tablet em um netbook --facilitando o aprendizado da escrita em teclado físico e fazendo a função de dois aparelhos.

Já o Galaxy Tab 10.1, da Samsung, traz um sistema redesenhado, intuitivo e próximo ao de um notebook, e tem peso reduzido (565 gramas).

Quem quiser deixar a compra do aparelho para o futuro pode ter no Kindle Fire uma boa opção. O recém-anunciado tablet da Amazon está em pré-venda nos EUA e ainda não tem previsão de chegada ao Brasil.

Mas, quando aterrissar por aqui, o Kindle Fire deve trazer todo o catálogo da loja on-line: mais de 17 milhões de músicas, 800 mil livros e milhares de apps. Com tela de sete polegadas e muito leve (414 gramas), tem potencial para agradar ao público infantil.

 

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