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26/01/2012 - 07h01

Jaipur é cidade jovem em meio à Índia milenar

MARINA DELLA VALLE
ENVIADA ESPECIAL À ÍNDIA

No quesito idade, Jaipur, capital do Rajastão, é jovem em um país de povoamentos milenares. Fundada em 1727, é uma das "cidades coloridas" da Índia, como Jodhpur, azul, e Udaipur, branca.

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O rosa é herança da visita do príncipe de Gales, em 1853, para a qual a cidade foi pintada dessa cor, prática mantida até hoje.

A porção histórica dentro dos portões é conhecida como exemplo de cidades planejadas da Índia. No coração da área está o Palácio da Cidade, lar dos reis de Jaipur desde o séc. 18, e onde ainda vivem os marajás locais. Ao lado está o Jantar Mantar, uma surpreendente reunião de instrumentos astronômicos feitos de mármore, obra do marajá Jai Singh 2º, erguido de 1727 a 1734.

O Palácio dos Ventos, citado como ícone da cidade, acaba decepcionando: é pouco mais que uma fachada, ainda que belíssima.

A atração mais interessante de Jaipur está em seus arredores: o forte Amber, erguido em 1592 sobre as ruínas de um forte e subsequentemente ampliado por Jai Sing 1º, que reinou de 1621 a 1667.

O passeio tem início com uma voltinha sobre um elefante asiático: uma verdadeira manada leva os turistas pela sucessão de ladeiras até o forte. Em cada um cabem apenas duas pessoas, e eis que o turista se vê em uma improvável "fila do elefante".

Uma das primeiras paradas no forte é o Ganesh Pol, portal de três andares dedicado ao deus Ganesha, de onde as mulheres espiavam o movimento detrás de janelas esculpidas em mármore.

Não perca o pequeno templo Shila Devi, dedicado à deusa Durga. Outro ponto alto é o chamado palácio dos espelhos, que os utilizava para refletir a luz das velas e iluminar todo o local.

Marina Della Valle/Folhapress
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