Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Produtores rurais indicam deputado do PP para pasta de agricultura e ambiente

Nome de Jerônimo Goergen (PP-RS) será levado a Bolsonaro nesta quarta (31)

Eduardo Scolese
São Paulo

Líderes do setor agropecuário reunidos na tarde desta quarta-feira (31) no Rio de Janeiro decidiram propor ao presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), o nome do deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) para assumir o comando do novo Ministério da Agricultura e Meio Ambiente.

 
O deputado Jeronimo Goergen (PP-RS), à esquerda, com o ex-deputado André Vargas
O deputado Jeronimo Goergen (PP-RS), à esquerda, com o ex-deputado André Vargas - Pedro Ladeira/Folhapress

O nome de Goergen, segundo a Folha apurou, foi levado a Bolsonaro ainda nesta quarta-feira (31). Quem fez essa indicação em nome dos produtores rurais será o presidente da UDR (União Democrática Ruralista), Luiz Antônio Nabhan Garcia, amigo do presidente eleito e seu principal conselheiro para o setor agropecuário.

Nabhan era um dos cotados para assumir a pasta —inclusive foi um dos principais defensores dessa fusão das pastas da Agricultura e do Meio Ambiente. Goergen agrada os produtores porque tem um histórico de atuação tanto na pasta da Agricultura como na defesa do setor no Congresso por meio da bancada ruralista. Ele foi, por exemplo, assessor de Pratini de Moraes na Agricultura (1999-2003).

Procurado pela reportagem, o deputado confirmou que seu nome será levado a Bolsonaro pelos produtores, mas preferiu não comentar temas específicos da pasta neste momento. "Sou velho amigo do Bolsonaro, mas não falei nem com ele nem com o vice [general Hamilton Mourão]."

 

A indicação de Goergen faz parte de uma corrida para o comando desse superministério, que já provoca polêmica especialmente entre os ambientalistas e que irá, na prática, colocar sob um mesmo guarda-chuvas órgãos como Embrapa, Conab, Ibama e Instituto Chico Mendes, por exemplo.

Nabhan chegou a ser um dos primeiros cotados para a pasta, mas logo ganhou concorrência pesada, com nomes levados a Bolsonaro por integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária, formada por deputados e senadores da bancada ruralista, e pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), entidade que agrega federações e sindicatos rurais por todo o país.

Enquanto Bolsonaro não bate o martelo, estão também cotados para o comando do ministério o deputado Marcos Montes (PSD-MG), candidato a vice de Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de MG, o ex-presidente do Incra Xico Graziano, o deputado Valdir Colatto (MDB-SC) e o senador eleito Luiz Carlos Heinze (PP-RS).

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.