Ativista Greta Thunberg inicia viagem de veleiro para participar de conferência

Jovem sueca de 16 anos se recusa a ir de avião da Europa a Nova York por causa de emissões de carbono

Plymouth (Reino Unido) | AFP e Reuters

​​A ativista Greta Thunberg saiu na tarde desta quarta (14) de uma marina em Plymouth, no sudoeste do Reino Unido, rumo a Nova York em um veleiro de regata para participar de uma conferência sobre a mudança climática na sede da ONU em 23 de setembro. 

Aos 16 anos, a adolescente sueca representante do movimento contra o aquecimento global se recusa a andar de avião para não contribuir com a emissão de carbono. 

A viagem transatlântica a bordo do veleiro Malizia II tem previsão de duração de duas semanas —é possível acompanhar a localização do barco em tempo real pela internet.

Toda a eletricidade será gerada por turbinas submarinas e painéis solares, para garantir que o barco não tenha emissões no ambiente durante o trajeto. 

Greta Thunberg acena do veleiro Malizia II antes de partir para os Estados Unidos   - Henry Nicholls/Reuters

A embarcação é pilotada pelo capitão alemão Boris Herrmann, que já cruzou o oceano Atlântico de veleiro outras vezes, e pelo fundador da equipe de regata Malizia, o monegasco Pierre Casiraghi, neto do príncipe Rainier 3º de Mônaco e da atriz Grace Kelly. Eles se ofereceram para levar a ativista gratuitamente aos Estados Unidos. 

Também estão a bordo o pai de Greta, Svante, e o cinegrafista sueco Nathan Grossman.

A vida no barco de 18 metros de altura, que pode alcançar velocidade de até 70 km por hora, será modesta, e a privacidade, limitada. Ali não há banheiro, chuveiro nem cozinha, por exemplo. 

Para as necessidades dos tripulantes, há um balde azul. Já para comer, eles levaram pacotes de alimentos desidratados —todos veganos. 

“Posso ficar um pouco enjoada, e não será confortável, mas posso viver assim”, afirmou Greta à BBC News no início desta semana.

Em uma coletiva de imprensa momentos antes de embarcar, a ativista declarou que  não tem a intenção de dizer como as pessoas devem ou não viajar. “Sou uma das pouquíssimas pessoas no mundo que podem fazer isso, então acho que devo arriscar.”

Greta, que começou a ganhar notoriedade no ano passado ao faltar às aulas às sextas para protestar contra a mudança climática em frente ao Parlamento sueco, fez uma pausa de um ano nos estudos para viajar pelas Américas. 

Ela afirmou ainda não saber como fará para retornar para casa depois disso.

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