Bolsonaro chama ajuda internacional anunciada por Macron de esmola

Foram oferecidos US$ 20 milhões (R$ 83 milhões) aos países amazônicos

Brasília

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) chamou de esmola a ajuda de US$ 20 milhões de dólares (R$ 83 milhões) oferecidos pelos países do G7 e anunciada pelo presidente da França, Emmanuel Macron.

"Tivemos um encontro na terça-feira (27) com os governadores da região amazônica. E ali só um falou em dinheiro, aquela esmola oferecida pelo Macron. O Brasil vale muito mais do que US$ 20 milhões", declarou Bolsonaro, em sua live transmitida nas redes sociais.

O anúncio do auxílio foi feito nesta segunda-feira (26) por Macron, que tem antagonizado o presidente Bolsonaro na crise diplomática aberta com a onda de incêndios na Amazônia.

O Palácio do Planalto chegou a informar que o Brasil rejeitaria a oferta. No entanto, Bolsonaro disse depois que só aceitaria o montante caso Macron pedisse desculpas por ter dito que o mandatário brasileiro mentiu e se retratasse da sua proposta de discutir um estatuto internacional para a floresta amazônica.

Floresta queima na região de Porto Velho no dia 29 de agosto de 2019 - Ricardo Moraes/Reuters

Apesar do embate sobre o dinheiro do G7, o Brasil aceitou ajuda internacional de outros parceiros. Entre elas, um auxílio de 10 milhões de libras (cerca de R$ 50,6 milhões) proposto pelo Reino Unido.

Já o Chile e o Equador aceitaram contribuir com aeronaves e especializadas em combate a incêndios.
A reunião mencionada por Bolsonaro com os governadores ocorreu na terça-feira, no Palácio do Planalto.

Apesar da fala de Bolsonaro de que apenas um dos presentes levantou a questão dos recursos oferecidos pelo G7, os governadores do Pará (Helder Barbalho), de Roraima (Antonio Denarium) e do Amazonas (Wilson Lima) defenderam publicamente que o governo aceite o auxílio.

Na live, Bolsonaro voltou a argumentar que países estrangeiros estão "comprando o Brasil à prestação".

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