Ministro da Defesa diz que situação de incêndios na Amazônia está sob controle

Declaração foi dada após reunião com Bolsonaro para avaliar a resposta do governo à onda de incêndios

Ricardo Della Coletta
Brasília

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, afirmou nesta segunda-feira (26) que a situação de incêndios na Amazônia "está sob controle" e que o governo está atuando para debelar o problema. 

"Tem se alardeado um pouco de que a situação está fora de controle. Não está mesmo. Já tivemos picos de queimadas em outros anos muitos maiores", declarou Azevedo e Silva, após uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) para avaliar a resposta do governo à onda de incêndios na região amazônica. 

"A situação não é simples, mas ela está sob controle e já arrefecendo bem", complementou o ministro. 
A reunião ocorreu no edifício do Ministério da Defesa em Brasília e, além de Bolsonaro e Azevedo e Silva, estiveram presentes os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Sergio Moro (Justiça), general Heleno (Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). 

Os ministros apresentaram a Bolsonaro as informações sobre os primeiros dias da GLO (Garantia da Lei e da Ordem) que autorizou o emprego das Forças Armadas para o combate das queimadas que ocorrem Amazônia. 

Os estados afetados precisam solicitar a GLO ao governo federal. Segundo o ministro da Defesa, entre os nove estados da Amazônia Legal apenas o Maranhão ainda não fez o pedido. Ele anunciou ainda que o presidente Bolsonaro receberá na manhã desta terça-feira (27), no Palácio do Planalto, os governadores da região para uma reunião com o objetivo de discutir a crise. 

Segundo Azevedo e Silva, a operação de combate aos incêndios foi dividida em dois comandos, sendo que cerca de 2.500 militares estão mobilizados para combater as chamas. 

Ele alegou ainda que a ocorrência de chuvas em alguns estados contribuiu para a ação dos militares nos últimos dias. 

"Em princípio até a meteorologia ajudou, porque na parte da Amazônia Oeste ontem e hoje [teve] a precipitação de chuvas. Isso ajuda bastante. Fora isso estão sendo localizados os focos de incêndio, [que] estão diminuindo", afirmou. 

No encontro no Ministério da Defesa, Bolsonaro também foi informado sobre a ajuda internacional oferecida ao Brasil.

Azevedo e Silva disse que Chile e Equador já disponibilizaram aviões e equipes que podem auxiliar. Os chilenos colocaram à disposição quatro aeronaves e 30 especialistas em combate a incêndios. O Equador, por sua vez, forneceu um avião e igual número de especialistas. 

O ministro também disse que o governo brasileiro ainda precisa "quantificar" as ofertas de ajuda de Israel e dos Estados Unidos.

"Essa ajuda de logística, de material, de meios é importante. Soma", afirmou o titular da pasta.

Questionado se o governo Bolsonaro aceitará a oferta feita pelos líderes do G7, que concordaram em liberar US$ 20 milhões (cerca de R$ 83 milhões) para a Amazônia, Azevedo e Silva disse que o assunto está sendo tratado no Ministério das Relações Exteriores. 

Perguntado sobre o mesmo tema, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou por sua vez que a chancelaria "vai trabalhar essas ofertas" quando e se elas se concretizarem.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.