Com crise ambiental, governo amplia seguro defeso a pescadores de camarão e lagosta

A medida deve beneficiar em torno de 60 mil profissionais que receberão dois pagamentos extras

Gustavo Uribe
Brasília

O Ministério da Agricultura ampliou nesta terça-feira (29) o pagamento de seguro defeso a pescadores de camarão e de lagosta nas praias nordestinas atingidas pelo vazamento de óleo que se espalha na costa brasileira desde agosto.

O prazo do benefício, que é concedido a pescadores no período de proibição da pesca comercial, foi estendido até o final do ano por meio de instrução normativa publicada no "Diário Oficial da União". Em condições normais, ele é pago de três a cinco meses por ano, dependendo da área e da espécie.

Pescador tira peixe do meio da água
Óleo atinge praia do Viral e prejudica pesca em área isolada na cidade de Aracaju (SE) - Raul Spinassé/Folhapress

A expectativa é de que a medida beneficie em torno de 60 mil pescadores que receberão dois pagamentos extras, um em novembro e outro em dezembro, no valor de um salário mínimo cada um, que hoje é de R$ 998.

Para receber o valor, o profissional precisa estar inscrito no registro geral de atividade pesqueira. O valor é depositado diretamente na conta-corrente do pescador.

Nesta terça-feira (29), pequenas quantidades de óleo foram registradas nas cidades de Canavieiras, Belmonte e Santa Cruz Cabrália, que ficam no sul da Bahia, dentro da chamada região de Abrolhos.
 
A região de Abrolhos é a macro área que se estende desde o litoral da cidade de Canavieiras, na Bahia, até São Matheus, no Espírito Santo. É dentro dela, na altura do município de Caravelas, que fica o Parque Nacional dos Abrolhos, considerado principais berços de biodiversidade marinha do Atlântico Sul.

Desde o dia 30 de agosto, as manchas de óleo já atingiram 249 localidades em 92 municípios dos nove estados do Nordeste.

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