Petrobras diz que já recolheu mais de 200 toneladas de resíduos oleosos em praias

Estatal afirma que óleo encontrado nas praias não pertence às suas operações

Nicola Pamplona
Rio de Janeiro

A Petrobras informou nesta quarta (16) que já recolheu mais de 200 toneladas de resíduos oleosos em praias do Nordeste atingidas pelo vazamento de origem ainda desconhecida. Segundo a companhia, cerca de 1.700 agentes estão envolvidos nas operações.

A estatal foi acionada pelo Ibama (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) para ajudar na limpeza das praias. A empresa diz que vem atuando desde o dia 12 de setembro, mas reforçou que o óleo encontrado nas praias não pertence às suas operações.

Segundo o último boletim do Ibama, divulgado na noite de quarta (16), 178 localidades em 72 municípios já foram atingidas pelo óleo. As investigações sobre a origem do vazamento estão a cargo da Marinha. Dois laudos indicam que trata-se de óleo da Venezuela, mas não se sabe como chegou ao país.

"Ao todo, a Petrobras mobilizou cerca de 1.700 agentes ambientais para a limpeza das áreas impactadas e mais de 50 empregados para planejamento e execução da resposta", disse a companhia. As ações são coordenadas pelo Ibama.

O trabalho mobiliza cinco Centros de Defesa Ambiental e nove Centros de Resposta a Emergência da empresa. São instalações espalhadas pelo país para concentrar equipamentos e pessoal para resposta a emergências em suas operações. 

Na nota, a Petrobras afirmou que análises feitas pelo seu centro de pesquisas (Cenpes) indicaram que o óleo encontrado não foi produzido em suas operações. A conclusão, diz a empresa, foi tomada com base na comparação com banco de dados de análises geoquímicas de cada tipo de petróleo que a empresa produz.

Um laudo sigiloso da própria estatal e análise da Universidade Federal da Bahia apontam que o óleo tem características semelhantes ao produzido na Venezuela. Simulações feitas por especialistas em oceanografia apontam que foi despejado entre 500 e 1.000 quilômetros em frente aos estados de Pernambuco e Paraíba.

A Marinha diz que enviou alertas a 30 navios que passaram pela região semanas antes do aparecimento das manchas, mas até agora não respondeu se houve resposta. 

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