Empresas alvos de operação da PF negam vínculos com navio grego

PF cumpriu mandados de busca e apreensão em duas companhias que estariam ligadas à responsável pelo vazamento de óleo

São Paulo

As duas empresas no Rio de Janeiro que foram alvos de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal negaram vínculos com o navio de bandeira grega apontado como o principal suspeito pelo vazamento de óleo que atinge o Nordeste brasileiro.

Segundo a PF,  ambas são ligadas à empresa Delta Tankers Ltd., proprietária do navio mercante Bouboulina. O Ministério Público Federal concordou com a manifestação da PF e pediu à Justiça Federal a expedição dos mandados, emitidos pelo juiz da 14ª vara criminal do Rio Grande do Norte. 

Uma das empresas, a Lachman Agência Marítima, seria o agente marítimo da Delta Tanker no Brasil.

Em nota, a Lachmann afirmou que não é alvo da investigação da Polícia Federal. "A agência foi tão somente solicitada pela Polícia Federal a colaborar com as investigações. A agência segue à disposição das autoridades para quaisquer informações adicionais."

A Lachman disse ainda que é uma agência marítima prestadora de serviços para as empresas de navegação e não tem vínculo ou ingerência sobre a operacionalidade, navegabilidade e propriedade das embarcações.

"Fundada em 1927, a Lachmann Agência Marítima atende vários navios de diversos armadores que escalam os portos brasileiros, fornecendo serviços relacionados à entrada e saída nos portos. Esses serviços correspondem ao atendimento das normas relacionadas aos órgãos anuentes, como Anvisa, Capitania dos Portos, Polícia Federal, Receita Federal, Docas e outros, e coordenação da contratação de serviços portuários relacionados, como praticagem, rebocadores, lanchas de amarração e outros."

Boubolina, navio petroleiro operado por empresa grega é suspeito de derramar o óleo que atinge o Nordeste, segundo a PF
Bouboulina, navio petroleiro operado por empresa grega que é suspeito de derramar o óleo que atinge o Nordeste, segundo a PF - Cesar T Neves / Marine Traffic

A outra empresa alvo dos mandados, a Witt O´Brien´s Brasil, seria a responsável por fazer recomendações e planos para a Delta Tankers em casos de desastre no mar.

Em nota, a empresa disse que "o navio [Bouboulina] ou seu armador jamais foram clientes da Witt O’Briens no Brasil e que o país não exige que navios tenham contratos preestabelecidos para combate a emergências". 

A companhia disse também que países como Canadá, Estados Unidos, Panamá e Argentina exigem que os navios que se dirigem aos seus portos tenham contratos do tipo.

"A Witt O'Brien's americana é uma das grandes provedoras desse tipo de serviço de prontidão para gerenciamento de emergências em navios nos Estados Unidos, porém seus contratos não guardam nenhuma relação com a empresa no Brasil. No Brasil, esse tipo de exigência não existe e esse tipo de contrato não é praticado pela Witt O´Briens Brasil."

A empresa afirma que está à disposição das autoridades brasileiras e que contribuirá com todas as informações necessárias.

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