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Brasil chega a 12 unicórnios, startups que valem mais de US$ 1 bi

Investimento de R$ 1,2 bilhão na Vtex coloca sua avaliação de mercado em US$ 1,7 bilhão e empresa entra na lista da Distrito

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São Paulo

O Brasil passou a contar com 12 unicórnios depois do último grande investimento em uma startup nacional. Nesta segunda (28), a Vtex, que oferece soluções de ecommerce a grandes companhias, recebeu aporte de R$ 1,25 bilhão em uma rodada de financiamento. Com isso, a startup passou a valer mais de US$ 1,7 bilhão e entrou na lista dos unicórnios brasileiros elaborada pela Distrito.

Unicórnio é o nome dado a empresas de base tecnológica cujo valor de mercado ultrapassa US$ 1 bilhão (R$ 5,6 bilhões). Os recursos na Vtex vieram dos investidores de tecnologia Tiger Global e Lone Pine.

É a segunda startup nacional que atinge essa marca em 2020. A primeira foi a Loft, do setor de imóveis, em janeiro deste ano.

Diferentes metodologias definem quais empresas viram unicórnios. De acordo com a Distrito, uma empresa que conecta investidores e startups e promove inovação no setor por várias frentes, um dos fatores é que a startup seja independente de maiores organizações. Isso explica por que a sua lista não considera a PagSeguro, por exemplo, que cresceu sob comando do Grupo UOL.

Mariano Gomide de Faria, cofundador e copresidente da Vtex - 18-11-2014 - Moacyr Lopes Junior/Folhapress

São unicórnios, segundo a Distrito, que tem estudos sobre o assunto em parceria com a consultoria KPMG, as empresas 99, Nubank, Arco Educação, Stone, Movile (dona do iFood), Gympass, Loggi, Quinto Andar, Ebanx, Wildlife e Loft.

Duas dessas companhias a Distrito passou a considerar como ipogrifos, um acrônimo para designar empresas como essas que abrem capital: a Stone e a Arco Educação. Embora não conste da lista de unicórnios, a PagSeguro também é considerada um ipogrifo.

Agora, a Vtex, que oferece serviços a 3.000 marcas globais, como Coca-Cola, AB InBev, Motorola, Sony, Walmart e Nestlé, entra para o grupo de unicórnios. Nos últimos dez meses, a companhia arrecadou recursos de outros fundos, como Constellation, Endeavor Catalyst e SoftBank, que levaram seu financiamento total para US$ 365 milhões no período.

Fundada no Rio, em 2000, a empresa tem uma plataforma de comércio colaborativo que integra comércio digital, marketplace e recursos de gerenciamento de pedidos, dando suporte para que grandes marcas tenham melhor desempenho nas vendas online. A empresa diz que a adoção do serviço durante a pandemia cresceu 98%, acompanhando o boom do ecommerce.

A startup tem escritórios em 16 países, mais de 850 funcionários e clientes ativos em mais de 42 países. Em comunicado ao mercado, a Vtex afirma que os fundos da rodada serão usados para fazer aquisições, contratar pessoas e acelerar o crescimento em regiões como Estados Unidos, Europa e Ásia-Pacífico.

A startup também planeja fechar 2020 com um aumento de 114% no crescimento ano a ano e um recorde de US$ 8 bilhões em volume bruto de mercadorias.

No último mês, a Vtex anunciou o recebimento de um investimento série C de US$ 225 milhões, dez meses após receber um valor de série B de US$ 140 milhões (as séries aumentam de acordo com a maturidade da empresa). De acordo com Gustavo Araujo, cofundador da Distrito, a rodada foi 43% mais rápida do que a média das startups nacionais e 31% mais veloz do que a mediana do mercado.

"Nos últimos 24 meses, 50 startups captaram rodadas de série B no Brasil. Destas, somente seis já voltaram ao mercado e captaram mais recursos para financiar as suas estratégias de crescimento. Caso o comportamento do mercado seja semelhante ao que aconteceu no passado, devemos ter cerca de 46 companhias captando uma nova rodada de financiamento nos próximos meses", afirma.

Confira quem são os unicórnios brasileiros

Lista elaborada pela Distrito mostra, por ordem, quem conquistou US$ 1 bilhão

  1. 99

    Setor de mobilidade; foi a pioneira, em 2018

  2. Nubank

    Setor financeiro; virou unicórnio em março de 2018

  3. Arco

    Setor de educação; lançou oferta na Nasdaq em setembro de 2018

  4. Stone

    Setor financeiro; também fez oferta pública na Nasdaq, em outubro de 2018

  5. Movile, holding do iFood

    Setores diversos, também é dona da Sympla; chegou a US$ 1 bilhão em novembro de 2018

  6. Gympass

    Setor de assinaturas (academia); conquistou vaga em junho de 2019, após aporte de Softbank e Valor Capital Group

  7. Loggi

    Setor de mobilidade; virou unicórnio em junho de 2019

  8. Quinto Andar

    Setor de aluguéis; entrou para a lista em setembro de 2019

  9. Ebanx

    Setor de pagamentos; outubro de 2019

  10. Wildlife

    Setor de games; dezembro de 2019

  11. Loft

    Setor de imóveis; janeiro de 2020

  12. Vtex

    Setor de ecommerce; setembro de 2020

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