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Stone aumenta proposta para fusão com a Linx e reduz multas

Novo acordo foi assinado pelas companhias nesta terça-feira; termos de não concorrência e não aliciamento também foram renegociados

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São Paulo

A Linx e a Stone assinaram nesta terça-feira (1º) os termos revisados para o acordo vinculante de fusão entre as duas companhias firmado em agosto.

De acordo com os novos termos, se a operação for aprovada, os acionistas da Linx receberão uma parcela de R$ 31,56 por papel e 0,0126774 ação classe A da StoneCo, negociada na Bolsa de tecnologia Nasdaq, em Nova York. Essa relação corresponde a R$ 35,10 por ação —a proposta anterior era de R$ 33,76 por papel.

Além disso, o novo acordo também reduz o valor da multa compensatória combinada entre as partes no caso de descumprimento do acordo, de R$ R$ 605 milhões para R$ 453,8 milhões.

Maquininha de cartão de crédito e débito da Stone - Divulgação

A multa compensatória para o caso de não aprovação da operação pelos acionistas da Linx em assembleia geral (ainda a ser convocada) também foi reduzida, para R$ 112,5 milhões – no acordo feito em agosto, esta multa era de 25% da multa anterior, o equivalente a aproximadamente R$ 151,3 milhões.

“Os novos termos da Operação Stone representam uma melhoria em relação aos termos originalmente negociados entre as companhias”, afirmou a Linx em comunicado ao mercado.

As empresas também negociaram, em paralelo, novos termos nos acordos de não concorrência e não aliciamento envolvendo os acionistas fundadores da Linx e na proposta de contrato de prestação de serviços envolvendo o presidente da companhia, Alberto Menache.

Segundo a Stone, entre as principais mudanças estão redução do prazo de contrato para um ano e retirada da remuneração em ações do pacote de remuneração anterior e a extensão do acordo de não concorrência para cinco anos, concedendo um total de 340.476 ações classe A da Stone (sendo um quinto por ano).

Também foram estendidos para cinco anos os acordos de não concorrência com o presidente do conselho de administração da Linx, Nércio José Monteiro Fernandes, e com o sócio da companhia Alon Dayan. As ações classe A concedidas nestes casos serão de 268.797para Fernandes e de 56.759 para Dayan.

O primeiro acordo vinculante entre Linx e Stone havia sido anunciado em 11 de agosto. Três dias depois, a Totvs, empresa de software brasileira, entrou na disputa e apresentou uma oferta de combinação de negócios que daria R$ 6,1 bilhões à Linx –o acordo vinculante da Stone era de R$ 6,04 bilhões. A proposta da Totvs tem prazo de validade de 30 dias.

Segundo comunicado divulgado pela Linx nesta terça-feira, os representantes da companhia têm realizado reuniões e tratativas com a Totvs, visando detalhamento dos termos da proposta.

“Nesta data, dentre os pontos ainda em discussão, incluem-se: a disponibilização pela Totvs das minutas propostas para implementação da operação e a definição do cronograma e das condições negociais para implementação do negócio proposto, incluindo aprovações societárias e regulatórias necessárias e as consequências da sua não-obtenção”, afirmou a Linx em nota.

A empresa afirmou, ainda, que diante tais fatos, os membros independentes de seu conselho de administração entendem que ainda carecem elementos importantes para uma melhor compreensão de todos os benefícios e riscos da proposta e que vão, com base nisso, apresentar aos acionistas suas recomendações a respeito.

Depois do anúncio, as ações da Stone e da Linx subiam 5,12% e 4,10% às 11h43, respectivamente. Os papeis da Totvs subiam 0,73%.

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