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Inflação atinge todas as faixas de renda

Mais pobres seguem sendo mais prejudicados, influenciados por alta nos alimentos

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Rio de Janeiro

A inflação atingiu todas as faixas de renda do país no mês de setembro, informou estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta quarta-feira (14). Mas vem sendo mais acentuada entre a faixa de população mais pobre, que subiu 0,98%, enquanto os mais ricos tiveram crescimento na proporção de 0,29%.

A alta expressiva no preço dos alimentos em domicílio que vem ocorrendo desde março, início da pandemia da Covid-19 no Brasil, segue prejudicando as famílias mais vulneráveis. Nos nove primeiros meses do ano, a inflação acumulada é de 2,5% entre os mais pobres, bem maior do que os 0,2% registrados entre a faixa mais rica da população.

De acordo com o Ipea, no acumulado em 12 meses, todas as faixas de renda apresentam trajetória de inflação em aceleração. Mas a pressão vem sendo maior no segmento de renda mais baixa, intensificado por um cenário de alta de preços maior entre as famílias mais vulneráveis.

"De fato, de outubro de 2019 a setembro de 2020, a inflação da classe de renda muito baixa é de 4,3%, bem acima da registrada pela faixa de renda mais alta (1,8%)", afirma o Ipea. A base de dados utilizada nas variações é do IPCA, divulgado pelo IBGE.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a pressão foi maior entre os mais pobres, passando de deflação de 0,10% para alta de 0,98% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Entre a classe mais rica, o avanço foi menos significativo, de 0,27 ponto percentual.

O grupo mais vulnerável engloba famílias com rendimentos domiciliares mensais menores que R$ 1.650,00. O outro considera vencimentos maiores que R$ 16.509,66. Em setembro de 2020, a inflação foi de 0,98% entre as famílias de renda mais baixa e 0,29% entre os mais abastados.

Os alimentos em domicílio são o grupo que faz o maior peso na cesta de consumo das famílias pobres e explicam a pressão inflacionária entre esse segmento de renda. Esse segmento teve alta de 9,2% nos primeiros nove meses do ano, impulsionado pelas altas do arroz (41%), feijão (34%), leite (30%) e óleo de soja (51%).

Os cálculos do Ipea apontam que quase 75% da inflação entre os mais pobres é explicado pela variação do grupo alimentação e bebidas. Em menor intensidade, também contribui a alta em habitação, influenciadas pelo aumento de materiais de limpeza (1,4%) e do gás de botijão (1,6%).

Entre as famílias de renda mais alta, a desaceleração dos preços dos serviços vem funcionando como um alívio, especialmente pelas quedas de 55% das passagens aéreas, de 9% nos preços de hospedagem e de 1,7% das mensalidades das creches. O recuo nos planos de saúde (-2,3%) ainda ajudou a atenuar a pressão vinda de alimentos e gasolina (2%).

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