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Bolsa prevê lançamento de novos índices ESG; veja mais sobre sustentabilidade nos negócios

Indicadores devem incluir empresas com boas práticas em relação ao pilar social

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Belo Horizonte

A B3, Bolsa de Valores Brasileira, está desenvolvendo um novo índice composto apenas por empresas que valorizam seus funcionários. O indicador será uma parceria com a Great Place to Work, consultoria que desenvolve rankings das melhores companhias para se trabalhar.

O índice será voltado exclusivamente para o pilar social da agenda ESG e deve refletir a seleção já feita pela GPTW, que considera temas como diversidade e inclusão, cultura empresarial, relações de trabalho, política salarial, entre outros.

Além disso, a B3 também estuda criar novos indicadores específicos sobre diversidade e inclusão. "O objetivo é sempre reforçar e reconhecer quem faz isso muito bem feito", afirma Ana Buchaim, diretora executiva de pessoas, marketing, comunicação e sustentabilidade da B3.

Pessoas caminhando em frente à B3, a Bolsa de Valores do Brasil, em agosto de 2017 - Rahel Patrasso/Xinhua

No início do mês, a companhia havia anunciado a revisão da metodologia do ICO2 (Índice Carbono Eficiente), que inclui empresas transparentes em relação a suas emissões. De acordo com a B3, a reformulação deve ser similar à feita com o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial).

"A gente prevê uma conversa com o mercado para entender quais são as necessidade, o que o mercado está pedindo e o que é mais latente. Vamos fazer a revisão [da metodologia] e implementar na carteira de 2023", diz Buchaim.


CHANCELA REAL

Em agosto deste ano, o banco BTG Pactual passou a integrar o FTSE4Good, índice de sustentabilidade da Bolsa de Londres. O indicador reúne empresas que apresentam boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.

O processo de seleção do índice considera informações públicas das empresas em relação a cada um dos pilares ESG. Além disso, a companhia precisa responder a um questionário sobre temas como mudanças climáticas, responsabilidade do cliente, direitos humanos, normas trabalhistas, políticas anticorrupção, entre outros.

Desde o ano passado, o BTG faz parte do ISE da B3, que também reúne companhias brasileiras com bom desempenho ESG.


SEM BIOs

O mercado de Cbios, créditos de descarbonização do programa Renovabio, está com movimentação fraca em 2021 e valores bem abaixo do verificado no ano passado.

Segundo o relatório do Itaú BBA, a emissão verificada na primeira quinzena de agosto atingiu 903 mil títulos, sendo que em 2020 o mês havia fechado com 2,98 milhões de créditos negociados.

Os Cbios são certificados emitidos por produtores de biocombustíveis e que devem ser obrigatoriamente adquiridos por distribuidoras de derivados de petróleo, a fim de compensar suas emissões. Cada unidade representa uma tonelada de CO2 que deixou de ser emitida.

De acordo com o relatório, 18,5 milhões de títulos foram negociados até agora, o que representa 74% da meta a ser cumprida em 2021, de 24,9 milhões.

As cotações também continuam sem força, como indica o documento. Em 2020, o preço médio foi de R$ 43,41 por título, sendo que, atualmente, a cotação está em R$ 29,75 —valor 31,5% menor.


SEM MENTIR

A IFC (International Finance Corporation), braço de desenvolvimento do Banco Mundial voltado ao setor privado, está intensificando o uso de métricas para combater o chamado greenwashing, a propaganda enganosa sustentável.

Em 2021, a instituição bateu recorde de investimentos no Brasil: US$ 2,85 bilhões (R$ 15,4 bilhões), com alguns projetos vinculando o custo do crédito ao cumprimento de metas ambientais. Em um deles, a IFC colocou a condição de que o consumo de água e energia na obra seja 20% inferior ao registrado em métodos tradicionais.

Segundo o órgão, esses foram alguns caminhos escolhidos para aplicar o conceito ESG de forma objetiva, o que deve ser intensificado nos próximos projetos.

Com Reuters


SEM FUMAÇA

A Phillip Morris Brasil lançou seu primeiro relatório de sustentabilidade com foco nas iniciativas ESG desenvolvidas no país. No documento, a companhia apresentou indicadores de suas práticas ambientais, como a redução de 63% do consumo de água na fábrica de Santa Cruz do Sul (RS) e a reciclagem de 97% dos resíduos gerados em suas operações.

Na área social, a PMB destacou iniciativas direcionadas às comunidades produtoras de tabaco. Segundo o relatório, em 2020, todos os fornecedores diretos e indiretos de tabaco foram periodicamente monitorados em questões sociais, ambientais e de direitos humanos.

A companhia também mostrou alinhamento com a proposta da Phillip Morris global de substituir os cigarros por alternativas menos nocivas.


NA DIREÇÃO

A Volkswagen anunciou a criação de sua diretoria de sustentabilidade. A nova área será inaugurada no começo de setembro, com a missão de fortalecer os princípios ESG nas estratégias de negócio da montadora.

Segundo a VW, a nova diretoria também vai ficar responsável por apoiar a criação do recém-anunciado centro de pesquisa e desenvolvimento de biocombustíveis. O projeto vai funcionar no Brasil e a ideia é estudar o uso de etanol e outros combustíveis verdes para reduzir as emissões dos sistemas de propulsão convencionais.


DUPLICADO

A Amaro, varejista de moda online, se tornou carbono negativa ao compensar o dobro de tudo o que polui em um ano. Desde janeiro de 2021, a companhia neutraliza duas vezes as suas emissões de gases de efeito estufa, o que inclui a matéria-prima de seus produtos, manufatura, armazenamento e transporte —além das atividades corporativas.

A compensação é feita com a compra de créditos de carbono, gerados por duas iniciativas sustentáveis no Brasil. Uma delas é o Projeto Fortaleza Ituxi, que preserva uma das regiões com maior taxa de desmatamento da Amazônia, e outra é de apoio à coleta de biogás em aterros sanitários.

Até o final do ano, a Amaro prevê emitir cerca de 15 mil toneladas de carbono, que serão compensadas com a compra de 30 mil toneladas em créditos.


PELO CÉU

A partir do dia 1º de setembro de 2021, a GOL vai compensar toda a emissão gerada nos voos da rota Recife-Fernando de Noronha. A iniciativa é fruto de uma parceria com a Moss, startup de créditos de carbono, que vai doar aos passageiros a compensação referente às viagens de ida e volta.

Desde junho deste ano, os clientes da companhia podem pagar voluntariamente para neutralizar a emissão de suas viagens. Agora, esse serviço será gratuito no trecho que sai da capital pernambucana para o arquipélago.

Das emissões totais em Fernando de Noronha, mais da metade é referente ao transporte aéreo. Estima-se que cada ida e volta deixa uma pegada ambiental de 14 toneladas de CO2.


PELO MAR

Rumo à descarbonização de sua frota, a Maersk, maior empresa de contêineres do mundo, anunciou a compra de oito navios neutros em carbono. As embarcações serão capazes de operar com metanol sustentável e vão substituir modelos mais antigos, o que pode reduzir as emissões em até 1 milhão de toneladas de CO2 por ano, segundo a companhia.

Os navios serão construídos pela Hyundai Heavy Industries (HHI) e terão uma capacidade de transportar aproximadamente 16 mil contêineres.

As novas embarcações também devem ajudar outros negócios a reduzirem suas emissões. É que o transporte de mercadorias —e a cadeia de valor como um todo— costuma ser um dos principais entraves para as empresas que querem zerar suas pegadas de carbono. Entre os clientes da Maersk estão a Amazon, Disney, H&M, Microsoft, Unilever e P&G.

Segundo a companhia, o primeiro navio está previsto para ser apresentado no início de 2024. Até lá, será preciso enfrentar o desafio do fornecimento de biocombustível, visto que o serviço vai demandar um aumento significativo da produção de metanol neutro em carbono.


GREEN CARD

A FinMatch, fintech voltada para o segmento de beleza e estética, vai oferecer crédito mais barato a clientes que tiverem boas práticas ESG.

Segundo a empresa, o programa pretende fomentar ações que impactam positivamente o planeta. A ideia é conceder condições exclusivas para salões e profissionais da beleza que optarem pelo descarte consciente e diminuição drástica do uso de plásticos e produtos nocivos à natureza.

Também será observado se os negócios adotam medidas como coleta e destinação correta de resíduos, redução de desperdícios de água, energia e produtos, além de ações para neutralizar carbono.

Normalmente, a fintech trabalha com taxas entre 6% a 10%, mas para empresas ESG a taxa deve variar entre 3% a 6%.


SELO WOB

Recém-chegada à Bolsa com o maior IPO do ano, a Raízen recebeu a certificação da Women on Board, uma iniciativa apoiada pela ONU que reconhece a presença de mulheres no conselho de administração das empresas.

O selo foi concedido após a chegada de duas novas conselheiras na companhia, as executivas Luciana de Oliveira Cezar Coelho e Sonat Burman-Olsson. Segundo a Raízen, as ações fazem parte da agenda de diversidade da empresa, que tem compromisso de chegar a 30% de mulheres em posição de liderança até 2025.

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