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Descrição de chapéu Eleições 2020

Boulos rebate Covas e diz que disputa no 2º turno será da 'mesmice contra a esperança'

Candidato do PSOL disse não acreditar no sucesso de campanha de desconstrução da sua imagem

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São Paulo

O candidato à prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos (PSOL) rebateu na noite deste domingo (15) a associação de seu nome a radicalismo feita por seu adversário Bruno Covas (PSDB).

“Eu vi a declaração do Bruno de que a disputa seria da moderação contra o radicalismo. A disputa não é essa. Ele está errado. A disputa é da mesmice contra a esperança”, disse Boulos, com base nos resultados disponíveis até as 22h da Justiça Eleitoral e na pesquisa boca de urna.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL), que disputam o segundo turno em SP - Marcelo Justo e Danilo Verpa/Folhapress

O candidato do PSOL afirmou não acreditar na possibilidade de sucesso de uma campanha de desconstrução da sua imagem. “O [Celso] Russomanno inventou todo tipo de fake news nas duas últimas semanas. Olha como ele terminou o primeiro turno. Derreteu.”

“Esta eleição mostrou também que a mentira não pega mais. As pessoas estão calejadas”, completou.

Boulos não quis detalhar a possibilidade de buscar o apoio do PT de Jilmar Tatto e do PSB de Márcio França. Disse que prefere levar o assunto adiante quando os resultados estiverem consolidados.

Ele afirmou que a lista de prováveis aliados no segundo turno inclui o ex-presidente Lula, mas não quis comentar a fala do ex-presidente neste domingo em que responsabilizou Tatto pela decisão de manter sua candidatura, em meio à pressão para desistir em favor do candidato do PSOL.

“Pretendo telefonar para candidatos que eu considero do campo progressista, democrático. Pretendo dialogar com alguns candidatos. O que precisamos construir em São Paulo é uma frente contra a desigualdade, pela justiça social e pela democracia”, declarou.

Mais tarde, Tatto informou que telefonou a Boulos e declarou seu apoio a ele no segundo turno. O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) também se manifestou no fim da noite do domingo a favor do candidato do PSOL.

Boulos disse ainda que já sentia “um clima de virada” e que, “se consolidado esse resultado, isso expressa um profundo desejo de mudança na cidade” de São Paulo. Segundo ele, sua vitória sinalizaria “o começo da derrota do bolsonarismo”.

“Se confirmados os resultados, nós derrotamos o Bolsonaro no primeiro turno. Agora vamos derrotar o Doria”, afirmou. “Chegamos em segundo lugar com um resultado muito expressivo, que surpreendeu muita gente. Nós temos todas as condições de virar o jogo e ganhar.”

“Tem uma onda, e essa onda aconteceu porque nós mobilizamos a esperança das pessoas. A maior virtude da nossa campanha está sendo mobilizar o sonho, a esperança das pessoas. Havia muito tempo que eu não via isso. Hoje em São Paulo a gente viu um voto de esperança.”

Em pronunciamento diante das câmeras, pouco depois das 23h, Boulos agradeceu a todos que “votaram com esperança, depositaram sonho nas urnas, e não ódio”. Fez ainda menções à sua vice, Luiza Erundina (PSOL).

“Radicalismo para mim é a cidade mais rica do país ter gente que revira o lixo para comer, é no meio de uma pandemia ter uma prefeitura que mantém hospitais fechados”, afirmou, em resposta a críticas de Covas e aliados.

Boulos fez o pronunciamento em sua casa, no Campo Limpo (zona sul). “Eu não sou daqueles que aparecem na periferia de quatro em quatro anos”, disse, conclamando “aqueles que querem a mudança” a apoiá-lo no segundo turno.

“Não tínhamos, não temos e nem queremos os apoios de máquinas”, disse, em indireta para a campanha do PSDB.

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