Descrição de chapéu The New York Times

Anel de 2.000 anos que pode ter sido de Pôncio Pilatos é identificado

Artefato foi encontrado na década de 60, mas só agora inscrições foram reveladas

Nova York

Um anel de liga de cobre do século 1º a.C foi encontrado no final da década de 1960 nas ruínas do palácio de Heródio, localizado a 12 km de Jerusalém, no deserto da Judeia.

Só agora, porém é que há alguma pista sobre quem pode ter sido o dono do ornamento: Pôncio Pilatos, o oficial romano que, segundo o Evangelho, ordenou a morte de Jesus. 

O anel estava entre milhares de artefatos encontrados na escavação, como pedaços de vidro, cacos de cerâmica, pontas de flechas, moedas e outros itens, e foi necessário uma técnica avançada de fotografia para identificar a inscrição, que dizia “de Pilatos”.

Assim, não está descartado que o dono possa ser um servo ou um subalterno do governador romano da província da Judeia.

Fotografia e desenho esquemático do anel com inscrição que permite associação com o governador romano da Judeia Pôncio Pilatos
Fotografia e desenho esquemático do anel com inscrição que permite associação com o governador romano da Judeia Pôncio Pilatos - Reprodução

A língua da inscrição do anel é o grego, que funcionários romanos usavam para se comunicar com os povos do Mediterrâneo oriental. Poderia ter sido usado para correspondência oficial pelo próprio Pilatos e seus funcionários, para gravarem sua marca.

No anel também consta a imagem de uma de ânfora, usada para armazenar vinho ou água, segundo os pesquisadores, que publicaram o trabalho no periódico Israel Exploration Journal.

O estudo diz que é improvável que o anel tenha sido de Pilatos, em parte porque esses anéis simplórios geralmente pertenciam a soldados e oficiais de menor patente. “Nós achamos implausível que um governador tivesse usado um anel tão simples, todo em metal, de liga de cobre e com uma temática judaica”, diz o texto.

“Mas, na prática, temos um anel inscrito com o nome Pilatos e a conexão pessoal apenas clama”, disse Roi Porat, um dos autores. E o nome Pilatos não era comum na região.

Durante seu governo, de mais uma década, Pilatos demonstrou hostilidade aos moradores locais e quase provocou duas revoltas.

The New York Times

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