Empresa desenvolve incubadoras de larvas para consumo humano

Produto reaproveita sobras de alimentos da cozinha e desenvolve larvas-da-farinha

São Paulo

A produção de alimentos em um mundo cada vez mais populoso enfrenta um dilema: como produzir proteína sem consumir tantos recursos naturais e espaço.

Uma designer austríaca tem uma resposta bem pouco ortodoxa para essa questão: comer insetos —ou melhor, suas larvas.

Katharina Unger, fundadora da Livin Farms, criou um produto que, ao mesmo tempo em que reaproveita sobras de alimentos da cozinha, desenvolve larvas-da-farinha, que têm alto teor de proteínas e são fáceis de criar —e muito gostosas, segundo a empresa.

As Hive (colmeias, em inglês) têm um sistema automatizado de controle de temperatura e umidade. O criador só precisa alimentar as larvas com vegetais, como cenouras e maçãs, para manter o ecossistema funcionando.

As lagartas se desenvolvem dentro de 90 dias em tenébrios, pequenos besouros, que depositam seus ovos e continuam o ciclo.

Os dejetos dos bichinhos também podem ser usados como fertilizante.

Cada 100 g de larvas contém até 22 g de proteína, além de vitaminas B12, B5 e B2.

O impacto ambiental é significativamente menor. Cada quilo de proteína de carne vermelha gera 67,8 kg de Co2, ao passo que os insetos geram apenas 2,7 kg.

A marca garante que é seguro comer os insetos e que eles têm um gosto semelhante ao de castanhas. A recomendação é comê-los sempre fritos ou assados.

O kit básico para começar a cultivar sua própria comida custa US$ 149 (R$ 560). Um pacote de larvas para iniciar a colmeia custa US$ 35 (R$ 132).
 

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