Mônica Bergamo

Mônica Bergamo é jornalista e colunista.

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Procuradora será investigada a pedido de Mendes e Toffoli

Ela afirmou que magistrados do STF "ganham por fora" para beneficiar "companheiros"

Sessão plenária do STF
Sessão plenária do STF - Carlos Moura/STF
 

A Corregedoria Nacional do Ministério Público instaurou reclamação disciplinar contra a procuradora Monique Cheker, do Rio de Janeiro.

A iniciativa visa investigar declarações feitas por ela no Twitter, em que insinuava que ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) recebiam "por fora" para julgar a favor de "companheiros". Os comentários foram revelados pelo Painel, da Folha.

"Não há limite. Vamos pensar: os caras [magistrados] são vitalícios, nunca serão responsabilizados via STF ou via Congresso e ganharão todos os meses o mesmo subsídio. Sem contar o que ganham por fora com os companheiros que beneficiam. Para quê ter vergonha na cara", postou ela na segunda (2), em seu perfil na rede social.

No dia seguinte, Luiz Fernando Bandeira de Mello, conselheiro do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), enviou representação ao corregedor Orlando Rochadel para que fosse apurada "eventual infração disciplinar" contra a procuradora.

O ministro Gilmar Mendes também encaminhou a publicação de Monique Cheker ao corregedor, via mensagem instantânea de celular, pedindo providências "em nome próprio" e em nome do ministro Dias Toffoli.

Os magistrados postularam ainda "a adoção de medidas de cunho disciplinar para o esclarecimento da questão".

POR ESCRITO

Advogados devem recorrer a órgãos de controle contra o procurador do Tribunal de Contas da União (TCU) Júlio Marcelo de Oliveira por críticas que ele tem feito ao STF.

No Twitter ele afirmou que os ministros do STF Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello “parecem sofrer quando um corrupto é preso”. 

“O direito de expressão é também para criticar”, disse Oliveira à coluna. “Se um processo cai em uma turma, tem uma solução. Se cai em outra, vai ter desfecho diferente. Hoje o Supremo é fonte de insegurança jurídica.”

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