A ABI (Associação Brasileira de Imprensa), entidade que representa a classe jornalística no Brasil, decidiu que protocolará um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A decisão foi tomada após votação de seus diretores nesta quinta-feira (23).
Cid Benjamin, vice-presidente da ABI, explica que os constantes ataques de Bolsonaro a valores democráticos e, mais especificamente, a maneira como tem agido durante a pandemia do coronavírus motivam a elaboração do pedido de impeachment.
"Ele tem tido um comportamento irresponsável na pandemia, que pode ser a maior crise humanitária nas últimas décadas. O que está em questão não é mais política, mas saúde pública", diz Benjamin.
Os casos sob análise do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegam a 24, incluindo pedidos de parlamentares do PSOL, um do deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-aliado de Bolsonaro, e outro de Ciro Gomes.
"Ajuda a criar uma massa crítica. Ele tem mostrado que não tem interesse em mudar seu comportamento, então tem que ser afastado", completa.
Os detalhes jurídicos do pedido começarão a ser decididos nesta sexta-feira (24).
A ABI tem 112 anos e a última que vez que elaborou pedido de impeachment foi contra Fernando Collor, em 1992.
Com Mariana Carneiro e Guilherme Seto
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