Conar abre representação contra Empiricus, que fez o vídeo de Bettina

Conselho recebeu denúncias de consumidores, que questionaram veracidade das informações

Paula Soprana
São Paulo

O Conar abriu nesta sexta-feira (22) representação ética contra anúncios da Empiricus, entre eles o viral de Bettina, jovem de 22 anos que diz ter acumulado patrimônio de R$ 1,042 milhão a partir de R$ 1.520 em três anos.

Procon-SP também já notificou a empresa.

A representação do Conar também se refere aos vídeos "Dobre seu salário em tempo recorde", "+251 todos os dias na sua conta", "Receba todo mês R$1823,53 de aluguel", "Milionário com ações" e "O dobro ou nada".

O conselho diz que a representação parte de "numerosas denúncias de consumidores, que questionaram a veracidade das afirmações contidas nos vídeos, prometendo sem maiores explicações rentabilidade elevada para investimentos financeiros".

O Conar não tem poder para determinar a retirada de um conteúdo do ar. A instituição sugere a exclusão de peças publicitárias quando julga que ferem o Código de Autorregulamentação Publicitária.

A Empiricus, site de conteúdos financeiros, tem cinco dias úteis depois da notificação para se defender por escrito. Caso opte por não se manifestar, pode comparecer presencialmente ao julgamento.

A empresa diz que não foi notificada sobre qualquer representação do Conar e que "lamenta que seu trabalho de educação financeira, que possibilita que os brasileiros aprendam e usufruam de uma ampla diversidade de aplicações que podem aumentar os seus rendimentos, seja alvo de uma representação".

Em nota, diz ainda que a comunicação "replica o modelo amplamente disseminado de publicidade de empresas de publicações financeiras dos Estados Unidos, país onde o acesso a produtos financeiros é democratizado e amplamente desbancarizado".

Até a quinta-feira (21), a Empiricus afirmou que 1,1 milhão de pessoas se inscreveram para assistir aos vídeos de Bettina, que é funcionária da casa.

Painel S.A.

Jornalista, Joana Cunha é formada em administração de empresas pela FGV-SP. Foi repórter de Mercado e correspondente da Folha em Nova York.

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